Considerando «a degradação da situação económica e social no país e, em particular, no concelho de Pombal» os dois vereadores socialistas apresentaram uma proposta com um conjunto de «respostas sociais de minimização dos efeitos da crise». O documento será debatido e votado na próxima reunião camarária.
Adelino Mendes e Carlos Gameiro Lopes fundamentam a sua proposta com o «contexto de recessão económica e de tendência para o aumento do desemprego e da pobreza» e com «os baixos rendimentos de muitas famílias no nosso concelho que não dispõem dos recursos necessários para satisfazer as necessidades básicas», para além da «situação de isolamento, dependência e insuficiência económica em que vivem muitos idosos».
Entre as medidas propostas, «a desenvolver no âmbito da rede social municipal, sob coordenação da Divisão de Ação Social do Município e a supervisão do Vereador do pelouro» encontram-se a criação de unidades móveis de ação social e saúde, através da parceria entre o Município, as freguesias, a Segurança Social, as instituições sociais e de saúde e grupos de voluntários, «especialmente vocacionadas para o apoio aos idosos isolados». «Estas equipas podem integrar valências diversificadas, nomeadamente apoio social, cuidados de saúde, apoio psicológico, ajudas técnicas, pequenas reparações domésticas, melhoria das condições de habitabilidade e apoio na ligação às instituições», referem.
Outra das medidas prende-se com a criação de «soluções de transporte de doentes carenciados», sobretudo «idosos sem meios próprios de deslocação e sem acesso a transporte público compatível, em articulação com as juntas de freguesia e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pombal, aproveitando os meios já disponíveis, destinadas a garantir o acesso destes cidadãos às unidades de saúde para consultas, exames de diagnóstico e tratamentos».
Os vereadores propõem, também, o «alargamento da ação social escolar, em articulação com os agrupamentos escolares, nomeadamente através do reforço alimentar, de manhã e à tarde, para alunos com comprovada necessidade», assim como «o reforço da rede de recolha de bens doados e diversificação da sua tipologia, incluindo roupas, móveis, eletrodomésticos, brinquedos, material didático e produtos de higiene, em articulação com as juntas de freguesia e as Lojas Sociais, para apoio a famílias carenciadas».
A proposta contempla, ainda, o «alargamento do apoio em bens de primeira necessidade, para apoiar as situações mais dramáticas de pobreza e exclusão social, incluindo, para além dos produtos alimentares, o apoio na aquisição de medicamentos».