O presidente da Entidade de Turismo do Centro, Pedro Machado, disse hoje em Coimbra ter indicações que o Governo está a ponderar discutir a eventual abertura da base área de Monte Real ao tráfego aéreo civil.
“O Governo vai colocar em cima da mesa para discussão o dossier Monte Real”, afirmou Pedro Machado, durante a conferência “Pensar o Centro em 2012 _ Começar de Novo”, promovida pela revista C.
Questionado pela agência Lusa, esclareceu ter recebido a informação “de forma oficiosa, não oficial”.
“O Governo pondera estudar a proposta de Monte Real para aviões comerciais [de companhias] de baixo custo (low cost) em oposição a Sintra”, reafirmou.
O responsável classificou a alegada intenção governamental como “uma postura sensata”, classificando de “imperativa” a eventual abertura da base área ao tráfego civil.
“O centro do país não tem uma estrutura aeroportuária, podia ser uma boa alternativa, para voos low cost, ao aeroporto da Portela”, argumentou.
A esse propósito apontou, como exemplo, o afluxo turístico à região de Fátima “que tem 5,5 milhões de visitantes ano” em defesa da proposta de Monte Real.
“O INAC (Instituto Nacional de Aviação Civil) diz que são precisos 1,2 milhões de passageiros por ano para justificar uma estrutura do género. Só Fátima, sozinha, podia justificar essa aposta”, declarou.
Na conferência de hoje, num painel intitulado “A região Centro na economia regional”, Pedro Machado admitiu que aquela região “ainda não conseguiu implementar a nível nacional e internacional uma marca ‘Centro’ com a força que lhe é devida”, disse.
Já o presidente da comunidade intermunicipal do Baixo Mondego e autarca de Condeixa-a-Nova, Jorge Bento, deixou a ideia da região centro promover “uma espécie de brainstorming de agentes criativos”, envolvendo os mais jovens.
“Podemos assim encontrar ideias novas, ideias que rasguem. Temos de encontrar essas ideias para nos podermos soltar”, disse.