Mulher de Ansião liderava gang suspeito de assaltos violentos em Alvaiázere

Celia PiresDos sete detidos pela Polícia Judiciária suspeitos de dois assaltos violentos em Alvaiázere, quatro ficam em prisão preventiva, dois com apresentações bissemanais e o um com termo de identidade e residência. Entre os presos, encontram-se a bancária e a filha, ambas residentes em Ansião.

O grupo é suspeito de ter assaltado a agência do Millennium BCP de Alvaiázere em Outubro do ano passado de onde resultaram ferimentos a quatro funcionárias, uma das quais a agora detida, baleada num pé. Algum tempo depois, o veículo utilizado neste assalto foi encontrado a arder na berma de uma estrada municipal, nas proximidades de Alvaiázere.

Segundo a Polícia Judiciária “existem também fortes indícios de que o mesmo grupo seja responsável por outro roubo, com sequestro, de que foi vítima um casal e o filho menor, no interior da sua residência, também na mesma vila de Alvaiázere, ocorrido na noite de 11 para 12 do corrente mês de Fevereiro, sobre quem exerceram coacção física e psicológica durante várias horas e a quem retiraram dinheiro, joias e um veículo, que depois incendiaram.”

“No decurso das diligências probatórias foram apreendidos vários veículos automóveis, armas de fogo, dezenas de munições, telemóveis, disfarces, joias, dinheiro, uma quantidade significativa de produtos estupefacientes, balanças de precisão, uma prensa e outros artigos relacionados com o trafico destes produtos”, acrescenta aquela força policial.

O gang foi detido no âmbito de uma operação efectuada pela Polícia Judiciária em Ansião, Fundão  e Vialonga (Vila Franca de Xira).

A PJ suspeita que o grupo fosse liderado por Célia Pires, de 31 anos de idade, residente em Ansião que gere dois stands de automóveis do companheiro. A “cabeça pensadora” começou a relacionar-se com Fernando Jorge, um primo do companheiro, de 39 anos, que cumpriu 18 anos de prisãoe e com ele “congeminou” os crimes aproveitando o “know-how” do mesmo.

A sua influência também teve reflexos na mãe, de 54 anos, responsável pela “caixa” do banco de Alvaiázere, uma pessoa de confiança da instituição, que, de acordo com fonte da PJ, sabia os códigos do cofre e era ela que tinha a capacidade para pedir, se assim o entendesse, reforço de dinheiro. Foi precisamente esse reforço que a filha a convenceu a pedir, na sexta-feira anterior ao assalto de 30 de Outubro, o que aconteceu.

Ou seja, Isabel Ramos, funcionária do banco, acabou por ter uma participação activa na preparação do assalto e mesmo no decurso deste, uma vez que os assaltantes entraram no banco imediatamente depois de ela o ter feito.

Os dois assaltantes, armados e encapuzados, fugiram numa carrinha Opel Vectra, que depois incendiaram. Viatura que tinha sido, de acordo com a PJ, vendida pela filha da bancária três semanas antes e que foi furtada para o assalto, considerado um “tiro certeiro”, tendo em conta que o cofre estava recheado.

“Certeiro” foi, também o assalto a um casal, na mesma vila, no passado dia 13, mais um vez com um registo de desusada violência. Coincidência ou não, a filha da bancária tinha vendido há relativamente pouco tempo um Mercedes ao casal, viatura que foi roubada (e incendiada), o mesmo acontecendo com um conjunto de outros bens, jóias e, inclusivamente, armas de caça, depois de um “massacre” ao casal e ao filho menor de cerca de quatro horas.

Estas são as duas situações relativamente às quais a PJ reuniu elementos de prova que dão o grupo como “culpado”, mas não está descartada a hipótese de outros assaltos.

De acordo com as medidas de coacção decretadas pelo Tribunal, poucos minutos antes das 23 horas de sexta-feira, Célia Pires ficou em prisão preventiva, o mesmo acontecendo com o ex-recluso (Fernando Jorge) e com um segundo cadastrado, de origem cabo-verdiana, de 35 anos, de Vila Franca de Xira. A este núcleo duro junta-se, na prisão, a bancária, Isabel Ramos.

Alegadamente com uma intervenção menor nos assaltos e planeamento, está o companheiro da filha da bancária e um amigo, de 42 e 36 anos, que ficam em liberdade, obrigados a apresentações bissemanais. Com termo de identidade e residência ficou um cabo-verdiano, irmão de um dos “operacionais”, que a PJ deteve por tráfico de droga e não terá relação com o gang.

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