Maioria PSD chumba proposta socialista para dinamizar economia de Pombal

A maioria social-democrata da Câmara de Pombal chumbou uma proposta dos vereadores socialistas com vista a dinamizar a economia local. «É uma proposta inoportuna, irresponsável e incompetente«, considerou o líder do executivo, repetindo o que tem dito aquando da apresentação de propostas por parte dos vereadores da oposição.

A proposta, apresentada em Julho e agora discutida na reunião de Câmara de ontem (sexta-feira, 10 de Setembro), visava a criação de uma Agência de Investimento com o objectivo de «captar investimento privado» para o concelho, e de «promover a gestão integrada das áreas empresariais do Município», bem como a fundação de um consórcio constituído por instituições científicas, do ensino superior e associações empresariais para a criação e dinamização de uma incubadora de empresas.

Os socialistas – Adelino Mendes e Carlos Lopes – propunham, ainda, a redução em 50 por cento do preço por metro quadrado dos lotes existentes nos parques industriais de iniciativa municipal, e a isenção do pagamento de impostos municipais, durante dois anos, para as empresas que se instalem no concelho e criem 20 ou mais postos de trabalho.

Outro ponto da proposta consistia na oferta de estágios a jovens licenciados ou à procura do primeiro emprego, no âmbito do programa de estágios na administração local. E a colaboração com as instituições sociais do concelho na candidatura aos estágios profissionais do Instituto do Emprego. Isto, num total de 50 estágios profissionais no concelho.

O vice-presidente do executivo começou por recordar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela autarquia naquela área, como é o caso, entre outros, da ampliações dos parques industriais Manuel da Mota, da Guia e a negociação de terrenos para a edificação de uma zona industrial no Louriçal.

Por outro lado, Diogo Mateus manifestou-se contra a redução dos preços dos lotes de terreno e a isenção de impostos municipais, considerando que «não tem relevância nenhuma para a decisão dos investidores» sobre a decisão em localizar as suas empresas.

Quanto aos estágios profissionais, o autarca referiu que a Câmara Municipal «acabou de propor a criação de 14 estágios» no âmbito do programa nacional criado.

Narciso Mota começou por afirmar que «há muita demagogia, ignorância e mediocridade instalada no nosso país, mas eu não quero que se instale também no concelho». No entender do presidente da Câmara Municipal, «esta proposta vem no sentido de tudo o que não se deve fazer» e adiantou que «não se pode propor coisas destas sem saber se a Câmara tem capacidade financeira para as concretizar».

“Seria injusto para os desgraçados que já compraram”

O autarca considerou, ainda, a proposta «discriminatória» ao propor a redução dos preços dos terrenos nos parques empresariais, actualmente a 15 euros/m2, afirmando que «seria injusto para os desgraçados que já compraram» sem redução.

E referiu-se que a criação dos 14 estágios profissionais, propostos pela Câmara Municipal, «já nos vai custar cerca de 60 mil euros por ano».

Ainda do lado da maioria, Michael Mota António optou por dirigir críticas ao governo socialista de José Sócrates. «O Estado deveria tirar os chulos que estão a gerir empresas públicas e acabar com os prémios milionários pagos aos gestores de empresas monopolistas», disse, acrescentando que ‘concordaria com a redução de impostos municipais, se o Estado também reduzir alguns impostos».

Adelino Mendes disse que a proposta «não pretende resolver os problemas do país» e quanto ao preço dos lotes de terreno nos parques empresariais, refere que «para um empresário que está para iniciar uma actividade, faz toda a diferença o preço do terreno» e recordou que, em 2009, o Município vendeu cerca de 12 mil metros quadrados. «Não é mau, é péssimo», afirmou o vereador socialista.

Também o seu camarada de bancada, Carlos Lopes, considerou que o preço do terreno «é um factor importante para o investidor».

Ainda do lado da maioria, Michael Mota António optou por dirigir críticas ao governo socialista de José Sócrates. «O Estado deveria tirar os chulos que estão a gerir empresas públicas e acabar com os prémios milionários pagos aos gestores de empresas monopolistas», disse, acrescentando que ‘concordaria com a redução de impostos municipais, se o Estado também reduzir alguns impostos».

Orlando Cardoso | Diário de Coimbra | Noticias do Centro

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One Response to Maioria PSD chumba proposta socialista para dinamizar economia de Pombal

  1. José Guardado says:

    Tudo o que seja vindo de outra cor é “inoportuno, irresponsável e incompetente”. Se fosse dum narcisista seria “oportuno, responsável e competente”. Nem que fosse pronunciado “à bronco” ou escrito carregado de erros de ortografia. Simplesmente deplorável…

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