Fernanda Pinto revela Pombal político de 1812 a 1926
11/11/2010 Deixe um comentário
No âmbito das comemorações do Dia do Município, será lançado o livro “Vereações da Câmara de Pombal 1812-1926: Memórias que fazem História”, da autoria de Fernanda Pinto. A apresentação da obra, que decorrerá às 15 horas no Arquivo Municipal de Pombal, ficará a cargo de Acácio de Sousa, director do Arquivo Distrital de Leiria.
De acordo com Acácio de Sousa, esta é uma obra “reveladora da riqueza de informação” que o Arquivo Municipal de Pombal possui, revelando quem foi quem nas diversas vereações, desde o período logo posterior à passagem das tropas napoleónicas, até ao final da 1.ª República.
Acrescentando, “na verdade, tudo começa no enquadramento de Pombal no vasto período do Liberalismo português, caracterizando bem as diversas vicissitudes da terra”.
“No entanto, a identificação dos presidentes, dos vereadores, dos administradores do concelho, dos executivos das Juntas de Paróquia, das direcções dos bombeiros, da Associação Comercial e Industrial, dos regedores, dos médicos do ‘partido municipal’ e até dos professores, permite perceber as diversas flutuações políticas, as bases de onde emergiam as elites locais, o peso político das freguesias e o trabalho desenvolvido pelos detentores dos cargos”, refere o director do Arquivo Distrital de Leiria.
Para finalizar, Acácio de Sousa refere que “Fernanda Pinto, no centenário da República, mostra-nos um Pombal político, mas de forma bem sustentada nos antecedentes que levaram ao desenvolvimento da ideia republicana. Trata-se de um primeiro volume que fica, desde já, como uma marca, um trabalho de referência e de consulta para quaisquer outros que se possam seguir. Como diz em subtítulo, são memórias para a História”.
Segundo Fernanda Pinto, o livro “é um tributo a todos os presidentes de Câmara e Vereadores” que passaram pela autarquia no período entre 1812 e 1926. Ou seja, desde o período mais antigo de que se conhece informação sobre a autarquia e após a implementação da primeira República Portuguesa.
A autora refere que através da consulta das actas, entende-se que as sucessivas vereações eram “constituídas essencialmente por elites locais”, personalidades que pertenciam, também, às direcções das diversas instituições e colectividades de Pombal.
Com base na troca de correspondência que era estabelecida entre aquelas instituições e colectividades e a própria Câmara Municipal, foi possível reunir um conjunto de informações que constam do segundo capítulo da obra. “São pequenas memórias que fazem história”, refere Fernanda Pinto.
Orlando Cardoso | Diário de Coimbra | Diário de Leiria
