Narciso Mota orgulhoso por Pombal não aderir a sistemas intermunicipais
04/12/2010 1 Comentário
O presidente da Câmara Municipal de Pombal destacou, ontem, as vantagens do Município não aderir a um sistema intermunicipal de gestão de abastecimento de água e saneamento básico. Ao anunciar a realização de um investimento de quase 30 milhões naquela área, Narciso Mota deseja que «esta política de gestão seja seguida por muitos mais anos».
Segundo o autarca, o Município irá realizar, até 2013, com o apoio de fundos comunitários, diversas acções que representarão um investimento de quase 30 milhões de euros, tendo a autarquia que suportar com cerca de 11 milhões, não afastando a hipótese de recorrer à banca, para o efeito. «Já contraímos um empréstimo de cinco milhões de euros e vamos fazer outro no mesmo valor», adiantou o autarca, destacando a importância dos municípios contribuírem com a realização de obras num «período de crise» de forma a garantir a manutenção de postos de trabalho de empresas do sector da construção civil.
O investimento resulta da aprovação de cinco candidaturas que contemplam a construção da rede de saneamento e emissário de Antões/Moita do Boi e do Carriço; construção do sistema de tratamento e drenagem de águas residuais da freguesia da Guia; construção da rede de saneamento, emissário e ETAR de Pelariga/Almagreira; rede de abastecimento de água e rede de saneamento de Ranhas, Travasso e Flandes; e, remodelação e ampliação da ETAR de Pombal e construção de emissários e saneamento nas freguesias a Sudeste de Pombal.
Segundo Narciso Mota, aqueles investimentos «irão contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações em diversas localidades do concelho obedecendo à prossecução do grande desígnio estratégico do POVT». O autarca social-democrata espera chegar ao final do seu último mandato com 80 a 90 por cento da população servida de rede de saneamento básico.
Já quanto ao abastecimento de água, o cenário é mais optimista, já que o edil calcula que no próximo ano a água pública chegue à totalidade da população. Segundo refere, actualmente, «há apenas uma franja de um por cento da população» que não está servida de rede pública. Contudo, tratam-se de localidades que têm fornecimento comunitário de água, através de associações de moradores, embora a mesma seja controlada pelo Município.
Ao abordar o assunto à margem da reunião camarária realizada na manhã de ontem, o autarca destacou o investimento realizado ao longo dos 17 anos a que preside à Câmara Municipal, sendo as obras agora anunciadas «muito significativas», acrescentando que «o saneamento básico está na ordem do dia».
Opinião diferente tem o socialista Adelino Mendes. O socialista considera que «andámos muito devagar» e lamentou que «em 17 anos apenas construiu duas ETAR, a da Guia e Louriçal».
Adelino Mendes refere, ainda, que «vamos fazer um investimento de 30 milhões no saneamento, mas Pombal precisa de mais de 100 milhões». «A nossa preocupação é que deveríamos chegar ao final do período de vigência do QREN com o problema do saneamento resolvido no concelho e tal não vai acontecer», acrescenta.
Em jeito de resposta, Narciso Mota prefere sublinhar o facto do Município não ter aderido a nenhum sistema intermunicipal, «ligado ao monopólio da Águas de Portugal», o que, se tivesse acontecido, «o custo para os munícipes era muito maior».
É que o autarca não concorda que essas empresas intermunicipais sejam geridas por «pessoas que têm um cartão político-partidário e que ganham cinco vezes mais que um presidente de Câmara», e citou alguns exemplos de municípios da região que «aderiram a tais empresas e agora estão super endividados».
Orlando Cardoso | Diário de Coimbra | Diário de Leiria


Boas,
Desde já gostava de ver respondido estas questões, pelo edil:
A remodelação e ampliação da ETAR da Redinha, não será efectuada?
A rede de Saneamento básico irá cobrir as localidades do Maciço calcário de Sicó, de modo a não existirem contaminações das águas subterrâneas, que são captadas para o abastecimento humano público?
Com essas medidas previstas e apresentadas, financiadas pela UE, irão ser cumpridas as duas leis, tanto a das Águas superficiais, como a das Águas subterrêaneas, isso de forma aos cursos de água (rios, ribeiros e linhas de água), habitats existentes e dependentes, não sofrerem com mais poluição, por incompetência de actuação das várias entidades públicas, locais, regionais e nacionais? Seja por enixistência das infra-estruturas necessárias, seja por falta da fiscalização adequada?
Um bem haja…
HSN