Bombeiros “asfixiados” querem negociar de imediato com Ministério da Saúde

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) quer acertar de imediato, com o Ministério da Saúde sobre o transporte de doentes não urgentes, perante um cenário de «asfixia financeira» com que se deparam algumas associações humanitárias do país.

No final de uma reunião com todas as federações distritais de bombeiros, realizada no sábado à tarde em Pombal, o presidente da LBP afirmou que o novo modelo de comparticipação de transporte de doentes não urgentes já levou à rutura de alguns corpos de bombeiros, pondo em risco todo o sistema de proteção civil em Portugal.

Jaime Soares quer acertar, de imediato, com o Ministério tutelado por Paulo Macedo, o «aumento dos preços de quilómetro, das taxas de saída, da utilização de oxigénio e das horas de espera». Isto, «sem parar o normal correr das negociações» que estão em curso entre as duas entidades.

O presidente da Liga afirmou que «há associações de corpos de bombeiros em asfixia financeira» e adiantou que «há cidadãos que aguardam em casa pela morte, porque não têm quem os socorra». «Nunca imaginei que alguma vez tivesse ouvido depoimentos como os que foram feitos pelos presidentes das federações distritais de todo o país», disse.

Na reunião, foi abordado «todo o panorama nacional» do transporte de doentes e socorro em emergência, nomeadamente os critérios das diversas administrações regionais de Saúde.

Para Jaime Soares, «está iminente uma rutura» que «pode pôr em causa todo o sistema de proteção civil por parte dos bombeiros», tendo em conta que existem corpos de bombeiros que já tiveram de despedir funcionários e vender viaturas.

O responsável defendeu que a Liga continue a ser um «parceiro honesto e leal com todos os poderes instituídos» mas «os bombeiros exigem ser tratados à dimensão daquilo que é a sua prestação na defesa da sociedade portuguesa».

Para Jaime Soares, uma das preocupações da Liga é «manter-se na mesa das negociações», mas se a rutura acontecer «a qualquer momento» a responsabilidade «não pode ser assacada aos bombeiros portugueses».

O presidente da Liga colocou, como cenário, uma «paralisação total da prestação de qualquer serviço» por parte dos diversos corpos de bombeiros. Contudo, afirma, que «tudo faremos, até às últimas consequências, para que tal não aconteça».

Referindo que os bombeiros portugueses «querem ser parte da solução e não do problema», Jaime Soares afirmou estar «disposto para a qualquer hora ou a qualquer minuto» sentar-se com o Ministério da Saúde para acertar os preços das comparticipações, que desde há cerca de três anos se mantém em vigor, apesar dos aumentos sucessivos dos custos com combustíveis e outros encargos.

Orlando Cardoso | Diário de Leiria | Diário de Coimbra

 

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