S. Simão de Litém de luto e com o povo revoltado

Logo que foi conhecida a proposta da Unidade Técnica para a Reorganização do Território (UTRAT) em agregar a freguesia à de Albergaria dos Doze e Santiago de Litém, a presidente da Junta de São Simão de Litém revelou a sua indignação e hasteando a bandeira a meia haste, em sinal de luto.

Isabel Costa, que está a cumprir o seu primeiro mandato à frente dos destinos daquela freguesia da região Alitém, diz estar “indignada com a situação”. Em declarações ao nosso jornal, a autarca social-democrata refere que em breve será realizada uma Assembleia de Freguesia extraordinária para debater o assunto, lembrando que a proposta da Unidade Técnica vai “contra a vontade do povo de S. Simão de Litém”.

E em sinal de luto, a bandeira continua içada a meia haste no edifício da Junta de Freguesia.

“Felizmente não faleceu ninguém, mas é uma forma de manifestação, protesto e descontentamento”, diz, acrescentando que “algumas pessoas já revelaram a sua vontade em sair à rua e manifestarem-se”.

De referir que o parecer da Assembleia de Freguesia foi de “rejeição total e incondicional” de uma reorganização administrativa territorial autárquica, referindo que o critério da UTRAT “deve ser o das últimas freguesias que foram criadas voltarem às freguesias mãe”.

Os autarcas consideraram a lei “absurda, sem qualquer critério e regulamentação para a agregação” uma vez que “não contribui, de modo nenhum, para uma poupança em termos económicos” e “por não contribuir para dar resposta às necessidades da população, dificultando a relação de proximidade com a população”.

Entretanto, a Oeste do concelho, a freguesia de Mata Mourisca, perante a proposta da UTRAT em propor a sua agregação à Ilha e Guia, já agendou uma assembleia de Freguesia extraordinária para a próxima sexta-feira.

 

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One Response to S. Simão de Litém de luto e com o povo revoltado

  1. Luís Martins says:

    Um dos motivos que levam as sociedades a passar ciclicamente por crises económicas, é, a dificuldade que o ser humano tem, em abdicar do que julga que é de seu direito próprio, levando a que, o seu raciocínio, seja na maioria das vezes o espelho dos seus desejos.

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