A decisão foi tomada em Assembleia de Freguesia Extraordinária, realizada na noite de terça-feira, e assistida por cerca de 200 pessoas, que aplaudiram a decisão.
Outra das medidas de protesto passa por um abaixo-assinado que pretende sensibilizar os vários grupos parlamentares para o facto da proposta de agregação não corresponder ao desejo dos órgãos autárquicos e da população.
Durante aquela reunião magna foram muitas as críticas dirigidas à UTRAT e ao poder político, não tendo ficado de fora os autarcas da freguesia vizinha de Santiago de Litém. A única das três freguesias da região Alitém que se mostrou receptiva a uma agregação. Um parecer que acabaria por servir de argumento à UTRAT
Na opinião, dos albergarienses, Santiago de Litém “desrespeitou o povo” e “impôs um casamento sem consentimento dos noivos”.
Uma das intervenções mais contundentes foi feita por Carlos Lopes, vereador do PS na Câmara de Pombal. O albergariense considerou a lei governamental de “patética” e que a agregação “é uma falta de respeito por quem há 90 anos lutou pela criação da freguesia”. Na opinião do autarca, “quem votar a favor da agregação ficará na história como o coveiro da freguesia e vai ter que responder por isso”.
Já Diogo Mateus, vice-presidente da Câmara (PSD), apesar de ser contra qualquer fusão de freguesias, disse que “é preciso pensar no dia seguinte”, sobretudo a uma “construção conjunta” com “cedência de todos” e sem “clivagem entre populações”.