Detectados cinco potenciais casos de tuberculose em freguesia de Pombal

tuberculoseAs autoridades de saúde pública identificaram, durante um rastreio, cinco cidadãos da freguesia do Louriçal, Pombal, como “potenciais doentes” tuberculosos. As pessoas em causa já estão a ser medicadas a título preventivo, adianta o delegado de Saúde, José Ruivo.

O rastreio foi realizado após a detecção de um caso de tuberculose multirresistente: trata-se de um imigrante ucraniano que, durante vários meses, recusou tratamento e que acabou por ser internado compulsivamente, em finais de Outubro. Este doente permanece ainda internado numa unidade hospitalar de Coimbra.

José Ruivo refere que, após os exames de rastreio junto das cerca de 25 pessoas que “mais directamente estiveram em contacto com o doente”, foram sinalizados cinco cidadãos que, “apesar de não terem ainda critérios da doença”, podem ser considerados como “potenciais doentes”.

A situação levou as autoridades de saúde a ministrar-lhes, como “medida preventiva” e durante seis meses, uma medicação à base de tuberculostáticos. Dentro de algum tempo, estes cidadãos farão novos exames de despiste da doença. “Apesar de não terem aparecido os bacilos de tuberculose, decidimos que não iríamos ficar à espera”, realça José Ruivo, acrescentando que todas aquelas 25 pessoas “vão continuar a ser acompanhadas”.

Quanto aos cinco cidadãos já medicados, o delegado de Saúde refere que são indivíduos residentes no lugar de Foitos, freguesia de Louriçal, que tinham contacto próximo com o imigrante ucraniano. Contudo, sublinha que “podem fazer a sua vida normal”, uma vez que não há risco de contagiarem outras pessoas.

O caso de tuberculose naquele lugar de Pombal foi detectado em Maio deste ano, quando o imigrante ucraniano, de 41 anos, foi contactado para efectuar um rastreio, depois de ter sido detectada a mesma doença a um outro indivíduo com quem partilhara a habitação, e que entretanto já se curou. Porém, o indivíduo de 41 anos não aceitou submeter-se a qualquer tipo de tratamento, nem sequer no domicílio.

Internamento compulsivo

O delegado de Saúde acabou por contactar o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que veio a concluir pela presença ilegal do homem em Portugal, mas, perante a doença, foi posta de parte a hipótese de o extraditar. José Ruivo comunicou o caso ao Ministério Público, tendo o tribunal decretado o internamento compulsivo do doente, através da intervenção da Guarda Nacional Republicana e dos bombeiros. Mas sem sucesso de imediato, uma vez que as instituições de saúde identificadas pelo tribunal como destino do doente rejeitaram acolhê-lo – como o o nosso jornal noticiou na altura, o Hospital dos Covões referiu não ter condições de segurança para o efeito e o hospital-prisão de Caxias referiu que só podia aceitar reclusos.

A situação foi superada pela intervenção de várias direcções-gerais da administração pública e o doente acabou por ser internado no Hospital dos Covões, onde permanece internado.

O caso deixou a população do lugar de Foitos bastante preocupada. Mas agora já ninguém quer voltar a ouvir falar de tuberculose. “Já ando farta disto e, se o negócio já está mau, com notícias destas piora ainda mais”, disse a proprietária de um estabelecimento comercial ontem contactada pelo nosso jornal.

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