Autarca de S. Simão de Litém escreve a Cavaco Silva

manif freg BelemUm grupo de cidadãos de S. Simão de Litém, Albergaria dos Doze, Ilha e Mata Mourisca participaram, sábado, na manifestação convocada pela Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) junto ao Palácio de Belém, em Lisboa. Em causa está a proposta de agregação daqueles territórios contra a vontade dos autarcas e das populações locais.

Uma das maiores representações foi de S. Simão de Litém, cuja Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa (UTRAT) propõe a sua agregação a Santiago de Litém juntamente com Albergaria dos Doze.

Isabel Costa, presidente da Junta de Freguesia, afirma que vai “lutar até ao fim” e decidiu escrever ao Presidente da República, Cavaco Silva, solicitando que não promulgue a respectiva Lei alegando que a mesma “não trará vantagens algumas para a freguesia, apenas prejuízos”.

No entender da autarca social-democrata, S. Simão de Litém “tem uma identidade histórica, social e cultural com oitocentos anos” e dispõe de um “conjunto de serviços, no campo educativo, social, cultural, desportivo e recreativo” assim como uma “dimensão territorial (16,03 quilómetros quadrados) e eleitoral (1680 eleitores)”.

Refere, ainda, que “somos total e incondicionalmente contra a agregação” adiantando que a UTRAT apresentou uma proposta contra o Parecer da Assembleia de Freguesia e da Pronúncia da Assembleia Municipal.

Por outro lado, Isabel Costa considera “impensável e inadmissível” que a sede da União das Freguesias fique localizada em Santiago de Litém. “É lamentável que se façam projectos sem se atender às características de cada freguesia e até dos respectivos concelhos”, frisa.

A autarca salienta, ainda, que “temos um Município de excelência, com uma relação de proximidade com os seus munícipes, de prestação de serviços de qualidade, que faz protocolos de delegação de competências com as Juntas de Freguesia”. “As nossas juntas prestam inúmeros serviços aos munícipes sem que os mesmos tenham que se deslocar à sede do Município – é também isto Senhor Presidente que deveria ser tido em conta – a realidade de cada um, não se fazer uma Lei tipo régua e esquadro”, refere.

“Pesa a desigualdade que esta reforma irá trazer a nível do concelho de Pombal, veja-se que das atuais 17 freguesias, passarão a haver 13 e duas Uniões de Freguesias”, diz, afirmando que “e com as outras (13) ficam como se nada se passasse”. “É isto uma reforma justa? É isto governar em democracia?”, questiona.

 

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