Corpo de mulher de Ansião resgatado do mar de Angola

Paula ArnautO corpo de Paula Cristina Arnaut que estava dada como desaparecida desde o primeiro dia do ano em Luanda (Angola) foi resgatado quatro dias depois a 26 milhas da costa, confirmou o porta-voz do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros.

A mulher, de 37 anos de idade, e natural da freguesia de Lagarteira, concelho de Ansião, desapareceu depois de ter ido dar um mergulho, na tarde de 1 de Janeiro, numa zona referenciada pelas autoridades como interdita a banhos, na companhia do seu ex-namorado, o luso-angolano Luís Cartaxo, coproprietário de um restaurante-bar na ilha de Luanda.

Segundo relatos transmitidos por aquele a amigos e familiares da decoradora de interiores, o barco, de que era proprietário, não estava ancorado e acabou por ser arrastado pelo vento, vindo a ser localizado com os pertences dos dois no seu interior. O homem acabaria por ser encontrado inconsciente no mar, tendo sido resgatado pelas autoridades ainda com vida.

O irmão de Paula Arnaut disse em declarações ao nosso jornal, que “há alguma coisa que não bate certo” pelo que tem “dúvidas na versão dessa pessoa”. António José estranha que o ex-namorado da sua irmã ser “um conhecedor do estado do mar e dono do barco diga que se esqueceu de o ancorar” para além de “ter escolhido uma zona a 200 metros da costa para mergulhar”. “Depois diz que mergulharam, quando vieram à superfície não viram o barco e tentaram nadar para a costa, tendo então perdido os sentidos”, diz.

António José Arnaut estranha, também, que a sua irmã tenha ido mergulhar com o ex-namorado, “não sendo uma nadadora experiente” e sabendo que “ela andava a evitar qualquer reconciliação apesar da insistência dele”.

O alerta sobre o desaparecimento chegou aos familiares através de uma amiga que partilhava a habitação com Paula Arnaut. A distância entre os dois países foi sempre a maior “revolta” que a família sentiu, já que apenas conseguiu manter contacto telefónico, sobretudo com a empresa onde a decoradora de interiores trabalhava e com a Embaixada de Portugal em Luanda.

“Da Embaixada sempre me disseram que estavam a acompanhar o caso com a devida atenção”, refere António José Arnaut, adiantando que também recebeu um telefonema por parte do ex-namorado da sua irmã. “Chegaram-me a dizer que ele estava hospitalizado e depois detido, mas ele disse-me que estava em casa”, afirma, frisando que “é tudo muito estranho e revoltante”.

A confirmação da identificação do corpo já foi comunicada à família, devendo ser transladado para Portugal durante os próximos dias, a fim de ser sepultado na Lagarteira (Ansião).

Orlando Cardoso | Diário de Leiria | Diário de Coimbra

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