Câmara de Pombal precisa de 237 mil euros para defender floresta dos fogos

(foto de arquivo)

(foto de arquivo)

A Câmara Municipal de Pombal precisa de 237 mil euros para a concretização plena das obras da sua responsabilidade contempladas no Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios. Para 2013 e 1014 a autarquia planeia um investimento de 180 mil euros naquela área.

Numa resposta a um requerimento apresentado por um conjunto de deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, a Câmara Municipal presidida pelo social-democrata Narciso Mota, considera que as dificuldades que identifica para a execução daquele Plano “são de ordem financeira” sendo a “avaliação do custo-benefício bastante positiva”.

A questão colocada pelos deputados socialistas, a diversos municípios do país, surgiu após um “ano difícil em termos de incêndios florestais” e da audição dos ministros da Agricultura e da Administração Interna na Comissão de Agricultura e Mar da Assembleia da República.

Dizem os parlamentares que “ficou a certeza de que neste momento não existe um levantamento exaustivo” sobre a situação dos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) no terreno, “em matérias tão simples como a percentagem de faixas de gestão de combustível executadas” relativamente ao que está previsto nos respectivos planos.

Na sua resposta, a Câmara de Pombal informa que o concelho dispõe de uma área florestal de 44 mil hectares com predominância para o pinheiro e eucalipto.

Quanto à Rede de Faixas de Gestão de Combustível, nomeadamente das redes primária e secundária, a autarquia refere que “não foi previsto efectual qualquer faixa da rede primária” estando previsto efectuar 40,8 quilómetros na rede secundária, para além dos 30 já efectuados.

O concelho, que dispõe de 56 pontos de água activos, investiu nos últimos quatro anos 325.972 euros na Rede Secundária de Gestão de Combustíveis, e 29 mil euros na beneficiação de Pontos de Água. Em faixas da Rede Terciária, o Município investiu 202 mil euros, “sendo o total do investimento realizado na prevenção estrutural de 556.972 euros”.

Os deputados socialistas consideram que “é preciso fazer uma aposta decisiva na prevenção estrutural e continuar a melhorar o dispositivo de combate aos incêndios florestais, nomeadamente em situação de fogo ampliado” assim como “valorizar os produtos florestais e melhorar a distribuição do valor acrescentado ao longo das fileiras florestais, por forma a estimular uma melhor gestão silvícola”. Referem, ainda, que “é preciso agilizar o enquadramento e concretizar de forma mais eficaz os apoios ao associativismo e às Zonas de Intervenção Florestal” assim como “simplificar processos, ao mesmo tempo em que se devem implementar os instrumentos de ordenamento florestal”.

“Entende-se que o papel dos municipios é fundamental, nomeadamente na prevenção estrutural, dando execução aos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios”, dizem aqueles parlamentares.

 

 

 

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One Response to Câmara de Pombal precisa de 237 mil euros para defender floresta dos fogos

  1. João Forte says:

    É o blá, blá, blá do costume, pois apesar de se saber qual o problema (desordenamento do território), a cada ano que passa, surge a conversa do costume, ou seja, esta. Quanto aos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, estes valem o que valem, pois basta a um autarca mandar fazer um mapa mais favorável (falseado), que ele acaba por aparecer. Para dar um exemplo, há anos atrás, quando estava a trabalhar nestes planos, pediram-me para tornar o mapa de risco de incêndio mais favorável, desvirtuando assim o seu fim e agradando ao lóbi da construção. Apesar de eu ter liminarmente recusado falsear esta informação, o mapa acabou por aparecer, já que foi pedido a uma empresa privada que o fizesse… Curioso é o facto da área que foi trabalhada para não perturbar os planos imobiliários, ter ardido em boa parte em 2012. Nada é por acaso…
    Os deputados socialistas, bem como todos os outros parlamentares, deviam mas é estar calados, pois já enjoa ouvir esta mesma conversa ano após ano, sem que se aprenda algo de concreto com uma tragédia que tem consumido recursos e vidas a Portugal. Há que ser consequente com o discurso que se tem e é precisamente isso que tem faltado…

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