Incêndio destrói apartamento e desaloja duas famílias em Pombal

Foto: Rui Miguel Pedrosa

Foto: Rui Miguel Pedrosa

Desavenças familiares poderão estar na causa de um incêndio que na noite de sábado destruiu um apartamento no centro da cidade de Pombal, deixando duas famílias desalojadas e a preocupar as condições de uma terceira.

O alerta foi dado às 23:41 horas por um morador do prédio, sito na Rua Professor Gonçalves Figueira, mas quando os bombeiros chegaram ao local “a carga térmica era muito elevada” e “quse sem condições para um combate directo”, conta o comandante da corporação José Costa.

Segundo aquele operacional, o incêndio só foi extinto devido à “alguma coragem” por parte dos bombeiros que “arriscaram a entrada no apartamento”.

O vizinho que deu o alerta, e cuja esposa teve de receber tratamento hospitalar devido a situação de ansiedade e pânico agravadas por doença cardiológica, contou ao nosso jornal que o incêndio deflagrou pouco tempo depois de uma discussão violenta entre o casal que o habita. “Há mais de um ano que é frequente haver discussões, chamamos a polícia sem nada ser resolvido”, disse.

Aquele morador, que ficou sem condições de habitalidade e teve de ser realojado pelos serviços de protecção civil municipal, adianta que “às vezes às três e quatro horas da madrugada ouve-se música num tom tão alto que ninguém consegue dormir”.

Na noite de sábado, a discussão foi tal que os vizinhos ouviram o homem a pôr a mulher fora de casa, deparando-se de seguida com muito fumo e o apartamento a arder. O casal, de nacionalidade estrangeira, tem uma filha melhor que acabaria por ser encaminhada para casa de vizinhos.

Segundo José Costa, o apartamento, localizado num terceiro andar, “está praticamente todo danificado” com dois quartos “totalmente destruídos” estando as preocupações centradas numa parede que “está bastante danificada”. Uma situação que poderá vir a afectar o apartamento de baixo, cujos moradores se encontram ausentes.

O comandante adianta que as águas furtadas por cima do apartamento ardido “apresenta condições muito más devido ao fumo e ao calor”.

Os moradores dos restantes apartamentos só puderam regressar às suas habitações por cerca da uma hora da madrugada, já depois do imóvel ter sido avaliado pelos peritos da electricidade e do gás natural. Hora, também, que chegou ao local o responsável pela protecção civil municipal e o vice-presidente da autarquia para avaliar a situação de habitabilidade dos residentes.

Orlando Cardoso | Diário de Leiria

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