Paulo Portas dá exemplo da DoceReina para contrariar a crise

docereinaO ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, apontou ontem o exemplo da fábrica de sobremesas DoceReina, em Pombal, como um “bom exemplo” para “contrariar a crise”. “Uma crise vence-se abrindo empresas, arriscando projectos, criando emprego, tratando bem os investidores, melhorando as nossas exportações”, disse.

Ao intervir numa sessão que antecedeu a inauguração daquela unidade industrial, representativa de um investimento de 11 milhões de euros, entre o grupo português Derovo e o espanhol Postres e Dulces Reina, Paulo Portas enalteceu a importância do sector agro-alimentar para as exportações do país.

“É um tesouro que devemos cuidar, potenciar e maximizar”, disse, referindo que “um quinto das nossas exportações ou é agrícola, ou agro-alimentar ou é florestal”.

Por outro lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros agradeceu aos investidores estrangeiros que investem no nosso país, referindo que o Governo está a procurar captar investimento estrangeiro “país a país, mercado a mercado, missão a missão, visita a visita”, sobretudo naquelas áreas económicas. “Mesmo em recessão o sector agro-alimentar cresce”, frisa.

Segundo Paulo Portas, “quando mais precisamos de crescimento, temos de ter investimento” e se for estrangeiro “tem de ser bem vindo e bem tratado tal como o investimento nacional”.

Referindo que “é uma prioridade que a diplomacia portuguesa saiba vender lá fora as marcas, os produtos e as empresas portuguesas” assim como “explicar que Portugal é um país atractivo para investir, para criar emprego e para criar riqueza no nosso país agora”, o ministro defendeu uma aproximação das empresas às embaixadas e consulados com vista a serem apoiadas na sua promoção externa.

Paulo Portas aproveitou para pedir a todos os departamentos públicos “ainda mais trabalho, ainda mais vontade, para que as coisas corram bem”, no sentido de “facilitar e não de dificultar a vida de quem investe”.

Considerando que “há uma diferença entre os governos: ou facilitam a vida das empresas ou dificultam a vida das empresas”, o ministro frisou que a sua “opção radical é facilitar a vida das empresas”.

Antes, a ministra da Agricultura reafirmou a sua convicção sobre a importância do sector primário para “dar um contributo sério para a economia portuguesa” cifrando o seu crescimento em 2,8 por cento.

Assunção Cristas não tem dúvidas que “há dinamismo, há interesse e muito empenho” naquele sector, que tem registado a instalação, “em média, 240 novos jovens agricultores por mês, o que é sinal que alguma coisa está a acontecer, de boa e de positiva” e que “hoje também é bom ser agricultor em Portugal”.

Durante aquela cerimónia, Paulo Portas felicitou a sua companheiro de partido por ter sido “a primeira ministra da Agricultura a conseguir, com o acordo dos vários parceiros, levar ao Parlamento os instrumentos legislativos que tornam mais justa, ou menos injusta, a relação que em Portugal existe entre a distribuição e produção”.

Com 43 trabalhadores e um volume de negócios de 15 milhões de euros, a DoceReina, iniciada em 2009, produziu já cerca de 11 mil toneladas de sobremesas, o correspondente a 100 milhões de unidoses, fabricadas, na sua maioria, a partir de matérias-primas nacionais, e das quais 60 por cento foram exportadas.

Dos produtos comercializados pela empresa, destacam-se os pudins em “banho-maria”, o flan de baunilha, o leite creme, o arroz-doce e as gelatinas. De salientar, que a marca acaba de introduzir os doces nacionais natas do céu e serradura, como primeiras sobremesas portuguesas em Espanha.

“Excelentes sobremesas portuguesas que agora atravessam fronteiras”, realçou Alfonso Lopez, administrador da empresa, convicto que “Portugal tem futuro” daí que o grupo Postres e Dulces Reina “esteja disponível para colaborar”.

Derovo apresenta ovo estrelado instântaneo

A Derovo apresentou o seu projecto de produção de ovos estrelados. Uma novidade tecnológica que  proporciona “a redução substancial da quantidade de gordura, o uso de matéria-prima de origem controlada (isenta de salmonella) e a manutenção das características do ovo estrelado tradicional”. Com uma capacidade de produção de 100 ovos estrelados por hora, o projecto pretende, segundo a empresa, “corresponder às necessidades do canal Horeca (hotelaria, restauração e cafetaria), às exigências do consumidor e às de segurança alimentar”.

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