Autarcas classificam de “inadmissível” a falha nas comunicações

sirespOs presidentes das câmaras municipais de Ansião e de Pedrógão Grande classificam de “inadmissível” ter havido uma falha nas comunicações fixas e móveis após o temporal de sábado. Uma situação que deixou aqueles concelhos do Norte do distrito de Leiria “completamente isolados” e sem meios para poder articular as operações de socorro.

O autarca de Pedrógão Grande, João Marques, que é também presidente da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Norte, considera que o maior problema causado pelo mau tempo foi o facto da região ter ficado sem comunicações. “Nem a Rede Nacional de Emergência e Segurança do Ministério da Administração Interna (SIRESP) funcionou”, refere, acrescentando que “os bombeiros tiveram de recorrer aos equipamentos mais antigos para conseguirem comunicar entre si” para além de se verem obrigados a instalar o veículo de comunicações “num ponto mais alto do concelho para conseguir ter rede”.

O autarca social-democrata diz-se mesmo “espantado” pela falta de rede móvel, pelo que “tem de ser estudada alguma alternativa para que uma situação destas não se repita”. Até porque, frisa, “nem para o 112 se conseguia ligar”.

Uma opinião corroborada pelo seu colega de Ansião. Rui Rocha refere que a falha nas comunicações fez com que “ficássemos algum tempo sem conseguir coordenar as operações”. Por outro lado, o edil lamenta que, na qualidade de responsável máximo da protecção civil municipal, que “ainda ninguém de nenhum serviço da administração central me contactou para saber o que aconteceu no concelho de Ansião”.

Opinião diferente tem Paulo Tito Morgado, presidente da Câmara de Alvaiázere. O autarca considera que no sábado foi estabelecido um “plano de contingência” entre os diversos serviços de protecção civil municipal, que “estiveram sempre em contacto permanente”. Daí que realce, no final do dia de sábado, “cerca de 80 por cento do fornecimento de energia eléctrica e comunicações fixas já estavam repostos no concelho”.

Quanto a prejuízos causados, os autarcas recusam-se a avançar, para já, quaisquer montantes, argumentando que estão a ser feitos os respectivos levantamentos. Apenas referem que houve uma “grande área de floresta devastada” e “muitos estragos” em habitações, instituições e empresas. E não afastam a hipótese de recorrer a algum programa governamental de apoio caso seja criado.

Em Pedrógão Grande o vento derrubou um dos carvalhos mais antigos do Largo da Devesa, frente aos Paços do Concelho, tendo caído sobre um quiosque. Já em Ansião a Mata Municipal foi devastada pelo vento, enquanto no concelho de Alvaiázere o maior prejuízo aconteceu no parque de máquinas do Município, onde a queda da cobertura danificou três viaturas.

O maior problema recai sobre a rede de distribuição eléctrica, que na tarde de ontem ainda não havia previsão para que ficasse regularizada. Em Ansião, a autarquia teve de recorrer ao aluguer de um gerador para garantir o fornecimento de água, face à falta de uma solução por parte da EDP. “Disseram-nos que nos colocavam um gerador na Ribeira de Alge, mas uma vez que não cumpriram tivemos de procurar nós uma solução”, afirma Rui Rocha.

O nosso jornal tentou contactar os restantes autarcas do Norte do distrito – Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos – mas a falta de comunicações impediram o contacto, não tendo sido possível obter um balanço da intempérie naqueles dois concelhos.

Orlando Cardoso | Diário de Leiria | Diário de Coimbra

 

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