Presidente da concelhia do PS de Figueiró dos Vinhos admite renunciar ao cargo

Pedro LopesO presidente da comissão concelhia do PS de Figueiró dos Vinhos, Pedro Lopes, condenado a cinco anos de prisão com pena suspensa, admitiu hoje à Lusa poder suspender os cargos políticos que detém.

Pedro Lopes, ex-vice presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos e designado candidato do PS para as próximas autárquicas, referiu que já convocou uma reunião extraordinária da concelhia para informar os seus “camaradas” da decisão do tribunal.

“É a eles que irei comunicar a minha posição, em primeira mão”, salientou.

No entanto, o socialista admitiu que poderá “suspender os cargos políticos” – presidente da concelhia e secretário na Mesa da Assembleia Municipal – e irá rever a sua candidatura à Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos.

Sobre a condenação do Tribunal da Sertã, Pedro Lopes recordou que os três arguidos foram absolvidos no primeiro julgamento e afirmou estar de “consciência tranquila”.

Pedro Lopes foi condenado na segunda-feira, juntamente com o seu irmão e ex-deputado do PS, Carlos Lopes, e com Luís Silveirinha, funcionário da autarquia, pelos crimes de corrupção, peculato e falsificação de documentos.

Carlos Lopes foi condenado a 11 anos de prisão efetiva, enquanto a Luís Silveirinha foi decretada uma pena suspensa de quatro anos e meio.

O presidente da Federação Distrital do PS de Leiria, João Paulo Pedrosa, afirmou à Lusa que foi com “estupefação” que teve conhecimento “que, em menos de um ano, dois tribunais proferiram sentenças totalmente opostas sobre os mesmos factos”.

“Vou aguardar a decisão do recurso, esperando que corresponda aquilo que é a minha convicção de inocência e absolvição”, acrescentou João Paulo Pedrosa, preferindo não se alongar em mais comentários.

Os três arguidos tinham sido absolvidos pelo tribunal de Figueiró dos Vinhos, a 18 de novembro de 2011. O Ministério Público interpôs recurso desta sentença para a Relação de Coimbra, instância superior que mandou repetir o julgamento na Sertã.

“Vamos recorrer. É uma sentença absurda. Mesmo que os factos estivessem comprovados, o que está longe de acontecer, seria uma sentença absurda. Não faz qualquer sentido”, disse Magalhães e Silva, advogado de Carlos Lopes, à agência Lusa, um dia após a leitura do acórdão.

O processo remonta a 2005 quando o deputado foi eleito pelo círculo de Leiria e do despacho de acusação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) constavam situações de financiamento partidário ilícito, viciação das contas do município e desvio de fundos da Câmara para a campanha eleitoral autárquica do PS.

Em causa estariam verbas inferiores a 24 mil euros.

Carlos Lopes, contactado pela Lusa, considerou a situação “bizarra” e disse ter recebido a sentença com “estupefação total”.

“É uma situação, no mínimo, bizarra. O julgamento até correu melhor que o de Figueiró dos Vinhos. Por isso, a estupefação foi total perante a sentença. Nas perícias efetuadas à minha conta bancária não houve nada que imputasse benefícios a meu favor, nem entradas de grandes valores. Aguardo com serenidade o desenrolar do processo, de consciência tranquila, como sempre, porque sei que nada fiz em proveito próprio”, explicou.

O DCIAP acusava o dirigente socialista e então deputado do PS eleito por Leiria de 19 crimes de corrupção passiva e de um crime de tráfico de influências.

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