Autarcas acusam a Estradas de Portugal de descriminar utentes da A13

conf imprensa A13Os presidentes das câmaras municipais de Ansião e Penela acusaram, ontem, a Estradas de Portugal de descriminar os utentes da auto-estrada que liga Condeixa-a-Nova a Tomar (A13) quanto à isenção de portagens para o tráfego local.

Em conferência de imprensa os social-democratas Rui Rocha e António Alves pedem justiça, uma vez que quem circular no sentido Alvaiázere/Avelar Sul está isento do pagamento, mas no sentido inverso já terá de pagar.

Para Rui Rocha, autarca de Ansião, “é uma questão de descriminação” e lembra que “nunca foi pedida uma auto-estrada com portagens para esta zona” mas sim um “itinerário complementar com condições de segurança”. Uma opinião corroborada pelo seu colega de Penela, António Alves, que lamenta, ainda, o facto do preço das portagens serem “superiores aos praticados na Auto-Estrada do Norte [A1]”. “Não acredito que vá ter muitos utentes”, frisa.

Por outro lado, Rui Rocha critica a sinaléctica colocada ao longo da nova A13 que ignora o concelho de Ansião. “Em nenhum local está sinalizado o destino Ansião” apontando que tal situação só prejudica o concelho até devido à existência do Parque Empresarial do Camporês, com cerca de 40 empresas ali instaladas.

O autarca recorda que a Câmara Municipal a que preside já tinha manifestado a sua discordância ao projecto de sinalização apresentado, tendo em 21 de Agosto do ano passado soliticado uma reunião à Estradas de Portugal. “Nunca foi possivel realizá-la até agora”, lamenta.

Mais, Rui Rocha critica, ainda, o facto de a sinaléctica encaminhar os utentes para o IC8, designadamente para o lanço entre Ansião e Pombal quando “curiosamente é o único troço daquele Itinerário Complementar que não está requalificado”. “Desafio quem quer que seja da Estradas de Portugal a vir circular no IC8 que nos leva a Pombal para verificar o seu estado de degradação e de insegurança”, afirma o autarca para quem aquela via rodoviária “é uma autêntica estrada nacional” na qual ao longo de 26 quilómetros “só se pode circular a 50 ou a 70 quilómetros à hora e sem possibilidade de ultrapassar”.

Também António Alves lamenta que o nó de acesso à vila de Penela seja sinalizado como Avelar Norte. “Não faz qualquer sentido”, diz o autarca, acrescentando que “mantiveram os nomes do projecto inicial quando estavam previstos outros nós de saída”.

Para sexta-feira está agendada uma reunião entre aqueles autarcas e a Estradas de Portugal, que acreditam sejam encontradas soluções com vista à resolução alguns dos aspectos apontados. “Caso contrário havemos de encontrar o meio adequado para manifestar as nossas reclamações”, frisa o edil penelense.

As críticas dos autarcas surgem depois de na sexta-feira ter sido aberto à circulação automóvel o sublanço Alvaiázere / Penela daquela auto-estrada inserida na Subconcessão do Pinhal Interior Norte. Uma subconcessão da responsabilidade da Ascendi e na qual estavam incluídas as obras de requalificação do IC8, entre Ansião / Pombal. Entretanto, este troço viria a regressar à Estradas de Portugal no âmbito das renegociações realizadas entre o Governo e a concessionária.

 

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