Diogo Coelho acusa líder distrital de lhe fazer “linchamento político”

PS Pedrogao GrandeO presidente da Concelhia do Partido Socialista (PS) de Pedrógão Grande acusou ontem o líder distrital do partido, João Paulo Pedrosa, de o estar a perseguir e fazer “linchamento político” ameaçando-o com processo disciplinar e respectiva expulsão de militante. “É um processo kafikiano sem precedentes que visa tão só impor o medo, o receio e o silenciamento”, disse Diogo Coelho.

O socialista, que falava aos jornalistas no decorrer de uma conferência de imprensa, acusa ainda, João Paulo Pedrosa e a Secretária para a Organização da Federação Distrital de Leiria do PS, Alzira Henriques, de recorrerem a uma “brutal intimidação, constante pressão e intensa atemorização” sobre os membros da Comissão Política Concelhia para que não fosse aprovada a sua candidatura à Câmara Municipal local.

Diogo Coelho refere que na reunião daquele órgão concelhio, realizada a 24 de Novembro, os dirigentes distritais afirmam “alto e bom som” que se deslocaram a Pedrógão Grande “incumbidos pelo Secretariado Nacional e pelo Secretário Nacional para a Organização, Miguel Laranjeiro” acrescentando que “o processo de designação do candidato à Câmara se encontrava já avocado” pelo que “não podia haver daquela reunião nenhuma decisão”.

Para o socialista, trata-se de uma situação “absolutamente intolerável, condenável, reprovável e inadmissível num partido democrático, livre e plural, como é o Partido Socialista” pelo que merece ser denunciado e “um veemente repúdio, indignação e revolta.”

Na opinião de Diogo Coelho, João Paulo Pedrosa e Alzira Henriques pretenderam “condicionar, obstar e impedir” os militantes de se pronunciarem sobre a escolha do candidato à autarquia, tendo para o efeito, “recorrido, invocado e utilizado, em concreto, o nome de Miguel Laranjeiro.”

“Em Política temos de falar verdade e saber dar o exemplo, por isso, repudiamos de forma expressa e inequívoca o despotismo, a arrogância e a ditadura política que está a ser imposta pelo presidente da Federação aos militantes e aos órgãos da Concelhia de Pedrógão Grande”, frisa.

Reafirmando-se como “único candidato” do PS à Câmara Municipal, Diogo Coelho considera que a avocação da designação do candidato – António Silva Pena – por parte da Distrital “está ferida de ilegalidade e implica a lesão de interesses fundamentais” do partido, e adianta que ao existirem as duas candidaturas teriam de ser submetidas a eleições directas como determinam as regras e os estatutos.

Por outro lado, o socialista reconhece que ainda não dialogou com António Pena, antigo vice-presidente da Câmara, mas afirma que “a Concelhia não fecha a porta a ninguém” garantindo não abdicar da sua candidatura “mesmo que seja necessário ir até às últimas consequências”.

Divergências acumuladas durante quase dois anos

O verniz entre Coelho e Pedrosa estalou em Abril de 2011 quando aquele ficou de fora da lista a deputados, enquanto líder distrital da Juventude Socialista. Na ocasião, o jovem acusou o presidente da Federação de ter um “comportamento anti-democrático e inadmissível” ao ignorar a decisão dos órgãos próprios da JS. Mais recentemente, para as eleições federativas, Coelho foi apoiante de Fernando Lopes, opositor de Pedrosa, que teve como delegado em Pedrógão Grande António da Silva Pena, que agora designa candidato à autarquia.

Orlando Cardoso | Diário de Leiria | Diário de Coimbra

 

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