GPS tentou travar arranque de plátanos mas pedido de classificação chegou tarde

platanos CardalO vice-presidente do Grupo Protecção Sicó (GPS) tentou na manhã de sábado impedir o arranque de seis plátanos no centro da cidade de Pombal no âmbito das obras de regeneração urbana que se iniciaram no dia 18. Na véspera, Hugo Neves, enviou para o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) uma proposta de classificação daquelas árvores centenárias.

Uma proposta que foi dada a conhecer à Câmara Municipal, via e-mail por cerca das 7:30 horas de sábado. Contudo, a meio da manhã numa passagem pela zona de obras, Hugo Neves fica surpreendido com o arranque das árvores em curso. Alegando que só no dia anterior é que teve conhecimento do projecto, ainda tentou impedir a prossecução dos trabalhos apelando ao bom senso dos responsáveis autárquicos, mas sem sucesso.

No entender do vice-presidente do GPS, a intenção era classificar aqueles seis plátanos existentes no Largo do Cardal enquanto arvoredo de interesse público, de acordo com a Lei nº 53/2012 de 5 de Setembro.

Ao presidente da Câmara Municipal, Hugo Neves solicitou para que tomasse as “devidas e necessárias diligências tidas como convenientes” designadamente a “cuidadosa conservação ‘in situ’ dos plátanos ali existentes, enquanto memórias vivas e lembranças da passagem dos tempos ido em que a antiga Estrada Nacional nº 1 atravessava a cidade de Pombal cruzando pela passagem de nível outrora existente na Linha do Norte e atravessando sobre o rio Arunca pela Ponte D. Maria”.

Na zona de obra, e após contacto com o director do Departamento de Obras Públicas do Município e com o próprio presidente da Câmara por telefone, o dirigente associativo viria a ser esclarecido pelo adjunto do presidente da autarquia, que alegou da necessidade daquelas árvores, não só para permitir a requalificação do espaço conforme projecto aprovados pelas diversas entidades responsáveis, mas também para salvaguardar as infraestruturas subterrâneas.

Paulo Almeida explicou que as raízes dos plátanos “estão a danificar tudo o que é canalização” como é o caso da rede de águas pluviais e saneamento público. “É um problema gravíssimo que temos”, disse o adjunto de Narciso Mota, acrescentando que “ou preservamos as árvores ou a rede de infraestruturas subterrâneas que servem toda a cidade”.

Recorde-se que, aquando da apresentação do projecto de regeneração urbana para aquela área da cidade, o vereador do pelouro, Michael Mota António, referiu que a intervenção contempla a reimplantação de novas árvores e em maior número que as existentes.

 

Anúncios

Sobre factualidades
Noticias sobre temas e factos da actualidade

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: