Emigrante de Pombal é rosto de manifestação em Paris

Elisabeth Oliveira Elisabeth Oliveira, natural do concelho de Pombal, é um dos rostos das manifestação que, hoje, sábado, se realizará em Paris (França) contra as medidas de austeridade implementadas pelo governo português.

“Não percebo nada de política e com o exemplo dado por eles também não me incentiva muito a perceber”, refere aquela pombalense que só não gosta de “injustiças”.

Elisabeth Oliveira é filha de portugueses que tiveram de emigrar na adolescência, na década 60 do século passado.

Há cerca de dez anos regressou a Portugal até que os obstáculos de uma vida tranquila e pacata a forçaram a emigrar levando consigo um filho de cinco anos e deixando por terras lusas uma filha de 18 anos. “Sinto-me como o caracol com a casa as costas”, diz, acrescentando que o seu filho “chora os irmãos e os amigos” estando a adaptação a ser “muito difìcil.”

“Que seja bem claro, nao tinhamos nenhuma necessidade disto, nao queriamos enriquecer o curriculo ou monetariamente, estamos cà para pagar as contas de là”, refere.

Elisabeth Oliveira recorda os anos em que residiu em Portugal e durante os quais presenciou “de bem perto a redução dos custos na saúde” ouvindo enfermeiras a dizer que “já não havia pensos e se queríamos dar mais conforto ao nosso familiar tínhamos de ir comprar cateteres menos invasivos do que aqueles que o hospital tinha acabado de encomendar por serem os mais baratos” assim como a “pedir-nos por favor a devolução dos medicamentos de tratamento do cancro que não chegaram a ser utilizados aquando da partida do nosso ente querido”. “Conheço amigos da minha filha que tentam esconder a fome, e há uns dias uma mãe desses não conseguindo o minimo para eles tentou fugir de forma irremediavel; felizmente só tentou”.

A minha filha não quer vir e tem todo o direito mas ainda não tem contas para pagar”.

Razões que levam Elizabeth Oliveira a organizar a manifestação de amanhã frente ao Consulado Geral em Paris, promovida pelo movimento “Que se lixe a troika”.

“Não sou profissional de manifs, sò quero mostrar que se há menos desemprego em Portugal (como eles dizem) é porque muitos foram embora e não vêm nas tabelas Excel”, diz, apelando a todos os emigrantes para que se juntem naquela acção de protesto. “Sejamos solidarios e dignos e agradeço à França por nos abrir os braços mais uma vez”.

Referindo que participou, a 15 de Setembro do ano passado, no protesto realizado em Leiria, Elisabeth Oliveira acredita que “conseguimos mudar o rumo do país” até porque quer regressar a Portugal.

“Quero um governo que se preocupe mais com os cidadãos e menos com os colarinhos brancos de Bruxelas”, frisa, acrescentando que “não é humano achar normal que haja pessoas a viver com 300 euros”.

Elisabet Oliveira está convicta que o movimento do 2 de Março “traga uma mudança” e que leve o governo a se preocupar “mais com os nossos jovens e com o futuro do país”.

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