Deputado do PS quer concentração no combate à pobreza extrema

forum Pombal e FuturoO ex-secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, afirmou sexta-feira à noite que o país está numa situação de emergência social e que é preciso concentrar as atenções no combate à “pobreza extrema”.

O deputado socialista participou no Fórum Pombal e o Futuro promovido pela estrutura concelhia do partido, onde traçou um cenário negro sobre a situação social das famílias perante os sucessivos cortes impostos pelo governo nos diversos apoios de protecção social.

Criticando os sucessivos cortes efectuados nos apoios sociais às pessoas, como é o caso do Complemento Solidário ao Idoso, Rendimento Social de Inserção e Subsídio de Desemprego, Pedro Marques afirma que se trata de medidas que “agravaram a situação social” assim como o “aumento brutal de desemprego”, pelo que “é necessário revogar esses cortes.”

No entender do socialista as actuais regras do Rendimento Social de Inserção “estão a fazer regressar o trabalho forçado de borla” que “estava abolido desde o fim da ditadura.”

Por outro lado, o deputado apela a um “esforço” das redes sociais e das autarquias na resposta de proximidade aos casos sociais problemáticos com vista a fazer prevenção primária quanto a toxicodependências, designadamente o alcoolismo, que habitualmente se verificam quando existe uma situação social grave das famílias.

Também o ex-secretário de Estado da Segurança Social defendeu uma “resposta de proximidade” para o cerca de meio milhão de pessoas que estão no desemprego sem qualquer tipo de protecção social. Para tal, apela a um esforço e envolvimento das autarquias e das instituições particulares de solidariedade social.

Pedro Marques defende o regresso desses desempregados à qualificação através da formação profissional ou aos “mecanismos de aproximação ao mercado de trabalho através dos contratos de emprego de inserção” que “lhes garantam algum rendimento e assim, também, animem a economia.”

No entender do ex-governante socialista, trata-se de uma “oportunidade do país dizer que não desiste das pessoas em desemprego” com a “vantagem de podermos utilizar fundos comunitários para esse fim.”

Naquele fórum temático participaram, ainda, como oradoras Isabel Gonçalves, presidente da delegação Centro da Alzheimer Portugal e Teresa Silva, presidente da Associação de Pais e Educadores para a Infância de Pombal (APEPI) que dispõe de várias valências com vista à combater a pobreza e a exclusão social.

Teresa Silva aproveitou a ocasião para defender uma reformulação das respostas sociais proporcionadas pelas diversas instituições particulares de solidariedade social com vista à adaptá-las à realidade actual das necessidades.

A assistente social deu como o exemplo o funcionamento de jardins-de-infância em horários nocturnos para famílias que trabalham por turnos ou centros de noite para idosos que possam, durante o dia permanecerem nas suas residências, mas passar a noite em instituições.

O envelhecimento da população é uma das preocupações manifestadas por Isabel Gonçalves. Contudo, a médica considera que é preciso colocar ao serviço da comunidade o recurso de conhecimento acumulado durante os anos.

No entender de Isabel Gonçalves, “está aberto um terreno fértil” para a “valorização da idade enquanto condição geradora ao invés de um fardo de elevado estatuto social”.

 

 

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