Academia da JSD reuniu com olhos postos no Poder Local

aja jsdA presidente da JSD Regional de Leiria, Margarida Balseiro Lopes, considera o Poder Local um “desafio muito aliciante” uma vez que “é o que está mais próximo dos cidadãos”. Mais de 60 jovens do distrito de Leiria estiveram reunidos, no fim-de-semana, em Pombal naquela que foi a quinta edição da Academia dos Jovens Autarcas, promovida pela JSD.

Ao intervir na sessão de abertura, sexta-feira à noite, Margarida Lopes realçou a importância da formação política dos jovens para permitir que possam “dar o seu contributo” para “prosseguir o trabalho diário de melhorar a qualidade de vida das pessoas”.

Também o deputado e líder da Concelhia do PSD Pombal, Pedro Pimpão, destacou o “trabalho de formiguinha” desenvolvida pela JSD e que “tem os seus frutos no futuro”. O também vereador da Câmara de Pombal aproveitou o momento para destacar o presidente da autarquia, Narciso Mota, designadamente pela “oportunidade que tem dado aos jovens” ao integrá-los nas suas vereações desde 1993, ano que conquistou o poder local.

Antes, o líder concelhio da JSD apontou as diferenças entre um jovem social-democrata e um jovem socialista. “Dizem sempre que algo está mal mas nunca apontam um caminho”, disse Renato Guardado.

Ao dirigir-se para a plateia, Narciso Mota desejou aos academistas que “se forem autarcas façam muito melhor que a minha geração fez”. O autarca optou por fazer um discurso mais virado para o panorama político nacional.

Criticando a produção de “legislação em quantidade e não em qualidade”, Narciso Mota deixou uma interrogação: “porque razão os governos que temos tido se recusam a ouvir a opinião das associações de freguesias e dos municípios?”.

O autarca aproveitou, ainda, para desafiar os “jovens que venham a ser deputados” para fomentar um “relacionamento entre todos os partidos políticos a pensar num futuro sustentado”, lamentando a ausência, ao longo dos anos, de uma “política de Estado” como “a que o actual governo está a fazer” mas que “foi imposta por uma troika e negociada pelo anterior governo”.

Mais tarde, em jantar-conferência, o presidente do Grupo Parlamentar do PSD, considerou que o actual “ambiente político é tenso com as pessoas chateadas”. Contudo, Luís Montenegro referiu que a “conflitualidade era maior” quando o país recorreu à ajuda externa em 1983.

O parlamentar aproveitou para dizer que “o povo é de facto sábio” e que “as pessoas não dão credibilidade a quem não tem coerência e convicção”. Daí, ter lançado um repto aos jovens social-democratas para explicarem às pessoas as políticas seguidas pelo governo, dizendo que “fomos eleitos para governar na linha que estamos a seguir”.

“Temos de cimentar a nossa confiança no eleitorado”, frisou, adiantando que o PSD “está a salvar o país” e que “temos argumentos para ir para a rua convencer as pessoas que estamos a fazer melhor que o anterior governo”.

Durante os três dias passaram pela Academia diversos oradores, como os presidentes das câmaras municipais de Vila Real (Luís Gomes), Coimbra (Barbosa de Melo), Cascais (Carlos Carreiras), São João da Madeira (Castro de Almeida) e Ílhavo (Ribau Esteves), entre outros.

Fernando Costa “puxa as orelhas” a deputados

O autarca das Caldas da Rainha e candidato do PSD a Loures, Fernando Costa, afirmou que a Assembleia da República “fez uma tremenda asneira” por não ter clarificado a Lei de Limitação de Mandatos Autárquicos quando o Presidente da República informou ter encontrado a troca de um “da” por um “de” na mesma. “Só me apetece puxar as orelhas aos deputados”, disse.

“A partir do momento que o Presidente da República levantou a questão a Assembleia da República devia ter feito uma lei a esclarecer” se um presidente da Câmara – e não de Câmara – poderá, ou não, recandidatar-se num outro município, referiu.

Fernando Costa referiu que “vamos ter que esperar lá para Julho ou Setembro para saber se nos podemos candidatar”. “Vamos ter sondagens a dizerem que Luís Filipe Menezes está em primeiro para o Porto, Fernando Costa para Loures e Fernando Seara para Lisboa e depois vem o tribunal dizer que afinal não se podem candidatar”, ironizou.

Quanto à sua candidatura em Loures, o social-democrata, que lidera a Distrital de Leiria, considerou que “as coisas não estão a correr nada bem” uma vez que está convicto de uma vitória, embora reconheça tratar-se de um “desafio difícil”. “Aparece o Fernando Costa em Loures para cumprir calendário e arrisca-se a ganhar as eleições”, realçou.

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