Corporação de Pombal perde 22 operacionais devido à emigração

BVPombalDurante o ano passado o Corpo de Bombeiros de Pombal perdeu 22 operacionais que, “por razões económicas e outras, foram obrigados a abandonar a causa que um dia abraçaram”, afirma José Costa, comandante da corporação.

No seu relatório anual, submetido aos sócios na passada sexta-feira à noite, José Costa refere que se trata de um assunto que “merece meditação” adiantando que a corporação “está a sofrer com a crise que a todos nos afecta”.

Contudo, “enquanto estes procuraram novas formas de vida, outros companheiros que permaneceram entre nós não regatearam esforços para minimizar o sofrimento do seu semelhante”, refere o comandante, sublinhando o empenho e a disponibilidade dos seus voluntários para o “cabal desempenho da missão que nos está confiada e para a qual continuamos preparados”.

Por outro lado, José Costa considera que a “aposta no rejuvenescimento” do Corpo de Bombeiros “continua a ser uma prioridade” daí que continue a registar inscrições de novos estagiários, estando a finalização a formação inicial cerca de meia centena de elementos. Alguns dos quais oriundos da escola de Infantes e Cadetes.

Refira-se que aquela corporação, que no ano passado comemorou o seu 100º aniversário, registou durante o ano de 2012, cerca de 12 mil serviços, dos quais 3.326 de pré-hospitalar, 275 acidentes e 425 incêndios. O que traduz uma redução de 380 serviços relativamente ao ano anterior.

Uma redução de serviços que levou a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pombal a encerrar o ano com um resultado líquido negativo na ordem dos 116 mil euros.

“Procurámos gerir os recursos disponíveis de forma racional, sem pôr em causa o bom funcionamento da Associação e do seu Corpo de Bombeiros”, refere a direcção presidida por Rodrigues Marques, reeleita para um novo mandato.

Para a direcção, “estando o nosso país mergulhado numa grave crise económica e financeira, que assola, com efeitos drásticos, as nossas já descapitalizadas empresas, é expectável que no futuro nos esperem tempos austeros, reflectindo-se sem dúvida, de forma negativa nos proveitos e rendimentos da Associação” pelo que “temos que saber lidar com a situação e actuarmos nas variáveis que estão ao nosso alcance, nomeadamente na racionalização dos recursos, aliada a uma selectiva e eficaz redução de custos fixos.”

Considerando que não foram alterados os ordenados dos assalariados, a equipa de Rodrigues Marques realça o facto de os gastos com o pessoal terem aumentado, em 2012, em mais de 110.847 euros do que em 2011, dos quais 106.627 euros “são decorrentes do cumprimento do Acordo Empresa”.

“No balanço estão registados, no passivo, 86.545 euros referentes a retroactivos a pagar no âmbito daquele Acordo Empresa, os quais serão liquidados em prestações mensais até ao mês de Setembro de 2015, conforme acordos celebrados com cada um dos assalariados”, refere, acrescentando que “todo este processo deixou feridas abertas nos membros da direcção, que ainda não estão saradas, dada a injustiça cometida, particularmente no ano do Centenário”. “Todavia saberemos contornar as dificuldades que se têm agravado com o abaixamento das receitas no transporte de doentes”, adianta.

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