Direcção-Geral do Livro distingue projecto da Biblioteca de Figueiró dos Vinhos

Recordar ViverO projecto “Recordar é viver: quando a memória e a história se cruzam”, promovido pela Biblioteca Municipal Simões de Almeida (Tio) de Figueiró dos Vinhos, foi distinguido pela Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas.

Criado no âmbito das celebrações de 2012 como Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações, o projecto “Recordar é viver” é dirigido aos idosos daquele concelho do Norte do distrito de Leiria e que versa o património cultural imaterial de Figueiró dos Vinhos e pretende recuperar e divulgar histórias de vida, testemunhos, relatos e memórias aos idosos da comunidade.

Numa primeira fase, com a colaboração, em regime de voluntariado, de uma artesã do concelho de Figueiró dos Vinhos, e com a participação de três técnicas, o projecto consistiu na confecção de um tapete de trapilhos com os idosos do concelho, utentes do lar da Santa Casa da Misericórdia de Figueiró dos Vinhos e dos centros de dia de Arega e de Aguda. A confecção da manta de trapilhos será um trabalho colectivo e que, para além de ter ficado em exposição naquele espaço cultural, é utilizada na “hora do conto”, onde as crianças se poderão sentar, para ouvir as histórias.

Segundo fonte da Biblioteca Municipal Simões de Almeida (Tio), aquela tarefa serviu, também, “para conversar com os idosos e criar laços de confiança”. “Por isso, a metodologia usada consistiu basicamente na criação de um espaço de diálogo e de partilha de recordações e memórias”.

Numa segunda fase, será realizada a recolha das memórias, histórias de vida e outros testemunhos, sob a forma de entrevistas individuais, junto dos idosos que se destacaram durante as sessões. A iniciativa contará com a colaboração, em regime de voluntariado, de um dos utilizadores da biblioteca, estudante de cinema, para a gravação das entrevistas e a produção de vídeos. Para além da produção de registos de audiovisuais o objectivo é criar uma base de dados e disponibilizar on-line os vídeos produzidos no âmbito daquele projecto.

A mesma fonte refere que a recolha “deverá incidir sobre diversos temas que poderão ser organizados como Saber(es) fazer (tradições, gastronomia e outros conhecimentos e modos de fazer enraizados no quotidiano das comunidades); Trabalho (que tipo de trabalhos, como eram realizados, as ferramentas, organização doméstica, etc.); Celebrações, rituais e festas (festas, romarias e outros rituais, bem como celebrações em dias especiais como o Carnaval, a Páscoa, o Natal, etc.); Escola (acesso à escola, os materiais utilizados, o programa escolar, etc.); Migrações (emigração, imigração, exílios, êxodo rural, participação na Guerra Colonial, regresso à terra natal, etc.); Saúde (acesso aos cuidados de saúde, mezinhas, crendices e superstições); Cantos, contos e expressões orais (a língua como elemento do património cultural imaterial); Lugares (mercados, feiras, santuários e outros espaços simbólicos onde se concentram e reproduzem práticas culturais colectivas)”.

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