Peixes reproduzidos em Campelo voltam aos rios para manter espécies

viveiro Campelo Milhares de peixes, reproduzidos na Estação Aquícola de Campelo, no concelho de Figueiró dos Vinhos, estão a ser lançado em diversos rios portugueses para combater a extinção das espécies. Uma iniciativa conjunta do Aquário Vasco da Gama, do Centro de Biociências do Instituto de Psicologia Aplicada (ISPA) e da associação ambientalista Quercus.

O projecto, que tem ainda como parceiros a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa, a Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, e que teve a EDP e a UNICRE como mecenas, está em curso desde 2008 com o objectivo reproduzir e manter populações “ex situ” de algumas das espécies de peixes de água doce mais ameaçadas no nosso país, como o ruivaco-do-Oeste (Achondrostoma occidentale), a boga-portuguesa (Iberochondrostoma lusitanicum), o escalo-do-Mira (Squalius torgalensis), o escalo-do-Arade (Squalius aradensis) e a boga-do-Sudoeste (Iberochondrostoma almacai).

Segundo um comunicado da Quercus, “os repovoamentos serão efectuados em troços dos rios de origem (dos indivíduos inicialmente capturados para reprodutores) que apresentem características favoráveis à sobrevivência e reprodução dos peixes”. “Sempre que possível, estes troços encontram-se associados a projectos de recuperação de linhas de água, envolvendo cidadãos e entidades que localmente efectuam uma monitorização mais ou menos formal destas bacias hidrográficas”, adianta o documento.

O projecto de reprodução em cativeiro está a ser desenvolvido em instalações do ICNF, localizadas em Campelo, concelho de Figueiró dos Vinhos, geridas pela Quercus, e no Aquário Vasco da Gama, em Algés.

Por outro lado, a Quercus considera que os cursos de água nacionais encontram-se “sob forte pressão, estando muitos deles sujeitos a uma degradação extrema”. “Aos efeitos combinados das descargas de poluentes, urbanos e industriais, que contaminam os cursos de água com excesso de nutrientes e alguns químicos tóxicos, juntam-se verões prolongados e com pouca chuva, muitas vezes devastadores para os organismos fluviais”, adianta aquela associação ambientalista.

A Quercus acrescenta, ainda, que “adicionalmente, a proliferação de espécies invasoras, vegetais e animais, e as más-práticas de intervenção nos habitats ribeirinhos, contribuem também para aumentar os riscos a que se encontram sujeitos, em termos de conservação, as nossas espécies de peixes dulçaquícolas”.

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