Idosa retirada de casa em Soure devido a cheias

cheias SoureUma mulher de 89 anos foi hoje retirada de casa pelos bombeiros, em Vila Nova de Anços, Soure, depois de as águas do rio Arunca, afluente do Mondego, terem inundado casas na povoação.

A casa de dois pisos de Leonel Costa foi atingida pelas águas ao início da manhã de hoje e obrigou à intervenção dos bombeiros de Soure, que acabaram por retirar a mãe do proprietário, acolhida em casa de um neto.

“Quando me levantei da cama, já estava a água a entrar em casa”, disse à agência Lusa Leonel Costa, explicando que teve “subir” móveis dentro de casa e que a mãe foi retirada quando a água “já chegava à cama”.

Leonel Costa adiantou que inundações desta dimensão não ocorrem em Vila Nova de Anços “desde 2002”, enquanto, no pátio da casa (onde a água chegou a cerca de um metro de altura) e que dá para os campos que bordejam o rio Arunca, habitualmente secos, tenta aceder ao curral onde guarda os animais – galinhas, porcos e patos – sem saber se sobreviveram à cheia.

“Tentámos tirar a criação, mas não sei se está morta, se está viva. Nunca mais lá entrei, não consigo”, afirmou.

Nas imediações, as águas do Arunca chegaram ao muro do cemitério de Vila Nova de Anços, atingindo outras casas, alfaias agrícolas e uma empresa de materiais de construção.

Inundaram, igualmente, os dois túneis de acesso pedonal ao apeadeiro da linha ferroviária do Norte, obrigando os moradores a atravessarem pela linha.

“Para passarem, só atravessando a linha, o que é um perigo porque se vier o Alfa ou o Intercidades [comboios rápidos] vocês nem dão por ela. É proibido [atravessar pela linha], mas o túnel está cheio de água e não dá para se passar”, constatou, por outro lado, Irene Santos.

A mulher, que vive numa zona mais alta da povoação, não viu a casa em perigo pelo transbordo das águas do Arunca, mas garantiu que, “ultimamente”, as cheias não têm acontecido, ao contrário de outros tempos.

“Antigamente, era o que mais acontecia. Aliás, quando eu era garota pequena, as águas chegavam mesmo à linha e os comboios paravam”, recordou.

A subida do rio cortou ainda a estrada municipal que liga Vila Nova de Anços ao Cercal, constatou a reportagem da Lusa no local.

Também na Granja do Ulmeiro, junto à estação da CP de Alfarelos, o trânsito circula condicionado na ligação para Formoselha, devido à água na estrada.

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