Autarca de Vermoil alerta que a EDP está a pôr em perigo a vida das pessoas

postes EDP VermoilO presidente da Junta de Freguesia de Vermoil (Pombal) considera inadmissível que, após quatro meses do temporal de 19 de Janeiro, ainda se registem “diversas anomalias graves nas infra-estruturas da rede eléctrica”.

Ilídio Manuel da Mota refere que “há cabos de electricidade da EDP em plena via público, ao nível do chão ou a alturas completamente irregulares” o que coloca “em causa e em risco a segurança pública”. “Qualquer criança, pessoa ou animal, pode ser electrocutado por falta de segurança que é absolutamente exigível a todos os níveis”.

Por outro lado, o autarca social-democrata refere que continuam “postes derrubados sem que tenham sido substituídos nem removidos” assim como “diversas ruas sem iluminação pública” e até “habitações em energia” que sendo de emigrantes “só quando chegarem se vão aperceber e fazer as respectivas reclamações”.

Segundo Ilídio Manuel da Mota, “A EDP tem conhecimento de todos estes casos desde Janeiro por diversos alertas e reclamações feitos por cidadãos e pela própria Junta de Freguesia” e até “por vários piquetes subcontratados e por técnicos e funcionários da própria EDP”.

Considerando que aquela empresa “tem a obrigação total de regularizar estes problemas”, o presidente da Junta de Freguesia refere que “nada, absolutamente nada, justifica este péssimo serviço da EDP” que “não tem o direito e nem pode colocar em risco a segurança pública”.

“Não há desculpas para que estas situações tão graves não tenham ainda sido resolvidas, nem mesmo monetárias, pois é público que a EDP tem vindo a pagar salários e bónus absolutamente escandalosos ao seu presidente, António Mexia, bem como a todos os seus altos cargos”, afirma Ilídio da Mota.

O autarca recorda que após o temporal de 19 de Janeiro, na freguesia de Vermoil “mais de metade da população esteve seis dias sem fornecimento de energia eléctrica” acrescentando que “houve uma falta de organização inqualificável e anárquica” por parte da EDP.

No seu entender, “ficou demonstrado que a EDP não sabe lidar com situações de emergência, bem como a sua incapacidade absoluta” nem sequer “soube assumir os seus erros, pois não indemnizou os consumidores, nem tão pouco fez um pedido de desculpas”.

Numa reclamação formal apresentada à empresa, aquele presidente da Junta de Freguesia dá um prazo de dois dias para que os problemas “sejam prontamente resolvidos”. Caso tal não aconteça, “terei de tomar providências legais, dado que a EDP está a colocar em risco vidas humanas”, afirma.

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