Mais de 5 mil pessoas contestam encerramento das urgências do Hospital dos Covões

(Foto de Álvaro Rosa)

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Mais de 5.300 cidadãos contestaram junto da Assembleia da República o encerramento das urgências noturnas do Hospital dos Covões, em Coimbra, considerando que a decisão ameaça a qualidade do acesso aos cuidados de saúde de 400 mil utentes.

A posição é assumida numa petição com 5.360 assinaturas, lançada pelo Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), e é hoje debatida pelos deputados no parlamento, a par de iniciativas do PCP e do Bloco de Esquerda.

Para os peticionários, o encerramento, decidido “pelo conselho de administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), a mando do Governo, põe em risco a qualidade do acesso à saúde, até porque, nos últimos anos, encerraram e diminuíram valências em muitos serviços de saúde de proximidade nos concelhos abrangidos”.

A petição refere que “não é uma solução segura” transferir os doentes para os Hospitais da Universidade de Coimbra, cujas urgências “já não têm capacidade para tratar e internar com qualidade todos os doentes que as procuram”.

As urgências foram encerradas há cerca de um ano.

“Ao mesmo tempo que se decide este encerramento, abrem unidades de saúde privadas, com serviços de urgência, tratando-se de um escandaloso favorecimento do negócio da saúde”, refere o abaixo-assinado.

A bancada do PCP apresentou um projeto de resolução que pede ao Governo que assegure “a reabertura imediata do serviço de urgências noturnas e ao fim de semana do Hospital dos Covões” e que garanta “as condições materiais e humanas adequadas a uma resposta de qualidade, reforçando o papel do Hospital dos Covões como uma unidade hospitalar de referência”.

Já o Bloco de Esquerda defende, no seu projeto de resolução, que o parlamento recomende ao Governo que “qualquer processo de reorganização de serviços de urgência do Serviço Nacional de Saúde seja discutido publicamente, com os profissionais diretamente envolvidos, com as populações servidas pelas unidades em causa e também pela Assembleia da República, antes da sua concretização”.

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