Ministro apela à participação dos municípios na prevenção de incêndios num “ano difícil”

seminario ANMPO ministro da Administração Interna (MAI) afirmou, ontem, que se não for feito um trabalho de prevenção, “evidentemente corremos o risco de termos problemas ampliados no domínio do combate a incêndios”. Pelo que espera contar com a “indispensável colaboração” dos municípios na “salvaguarda de bens, mas sobretudo de pessoas”.

Ao intervir na sessão de abertura do seminário sobre “Desastres Naturais”, promovido pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que se realizou em Pombal, Miguel Macedo enalteceu o trabalho “excelente” de “cooperação e coordenação” desenvolvido pelas autarquias.

Aproveitando a presença de uma plateia, essencialmente constituída por autarcas e técnicos de protecção civil, o ministro anunciou que está a decorrer um concurso, “com uma dotação de um milhão de euros” para a elaboração de “cartas de risco à escala intermunicipal”. O objectivo é “saber, exactamente, quais as vulnerabilidades de cada um dos municípios e a capacidade de resposta que temos”, disse.

Por outro lado, referindo-se às consequências de um “desastre natural”, que poderão atingir as “redes básicas” de fornecimento de energia eléctrica ou de água, o MAI considerou que “nesses momentos críticos não devemos ter o mínimo de improviso” pelo que “temos de saber com quem falar, com quem tratar e de que forma actuar” para que “rapidamente seja possível repor esses serviços básicos”. Daí que, tenha realçado a importância de “planear e coordenar com entidades, algumas delas, do mundo privado”.

O governante antevê um “ano difícil” em termos de incêndios florestais. “Tivemos muita chuva e temos uma carga térmica instalada potencial nas florestas e matas portuguesas que, evidentemente, é motivo de preocupação”. Pelo que o levou a apelar “de imediato” para que “se faça tudo aquilo que é possível e preciso fazer para diminuir o risco que corremos” face às condições que “são propícias à ocorrência de incêndios de dimensão apreciável”.

Antes, o presidente da ANMP, Fernando Ruas manifestou, mais uma vez, a “importância e a necessidade” da participação dos municípios nos trabalhos a desenvolver no âmbito da elaboração do Plano Sectorial de Prevenção e Redução de Riscos.

Em declarações aos jornalistas, Miguel Macedo, disse não ter “dúvidas nenhumas” que as autarquias irão participar nos referidos trabalhos. “Não só devem, como vão participar”, frisou.

Por sua vez, o presidente da Câmara de Pombal, considerou que “devemos olhar as questões da protecção civil” tendo em conta “um modelo coerente de planeamento do território”. Para Narciso Mota, “deve promover-se um ordenamento que promova equilíbrios” para “travar tendências de abandono e desertificação dos espaços rurais”.

Fernando Ruas considerou que a desertificação do espaço rural, e o consequente abandono da floresta, “é uma das preocupações” da ANMP, ”havendo a necessidade de identificar as zonas deprimidas e sobre elas adoptar uma política de apoios ao investimento florestal”.

MAI diz que televisões fazem “especial gala” dos incêndios

Para o ministro Miguel Macedo, as televisões fazem “especial gala na cobertura dos incêndios” florestais, devendo, isso sim, “a ver o que está feito ou não está feito em termos de prevenção”.

“Isto não é um problema das televisões, nem é um problema da comunicação social, mas é um problema” sobre “a forma como todos, colectivamente, se posicionam em relação às questões, aos desastres e aos problemas dramáticos que atingem todos os cidadãos e as comunidades”, disse.

O ministro abordou aquela questão por adivinhar que “este ano se vão repetir as situações que lamentavelmente ocorrem em cada um dos anos”, referiu.

Macedo desconhece caso das árvores derrubadas no Pinhal do Rei

O ministro da Administração Interna (MAI) espera que os milhares de árvores caídas na Mata Nacional de Leiria (Pinhal do Rei), após o temporal de 19 de Janeiro, não coloquem em causa uma “resposta adequada e eficiente” no caso de incêndio florestal. Miguel Macedo diz desconhecer a situação, que pode estar a impedir o acesso dos bombeiros ao interior da mata, mas nega falta de diálogo ou colaboração com outros ministérios.

Em declarações aos jornalistas, o ministro revelou desconhecer a situação que se vive no designado Pinhal do Rei. “Tenho conhecimento do acidente e da queda de árvores e sei que no momento foi removido um conjunto de árvores, mas não sei se foram todas”, referiu.

Questionado se tal facto poderá colocar em causa a actuação dos bombeiros num combate a eventual incêndio florestal, Miguel Macedo espera que não. “A área da prevenção não é a área do Ministério da Administração Interna, não sou eu que limpo florestas”, garantiu, sem especificar quem tem essa responsabilidade e se existe alguma falta de articulação entre pastas governamentais. “Há todo o diálogo do mundo e tem havido boa colaboração, mas só respondo por aquilo que são as minhas responsabilidades”.

O ministro manifestou a sua disponibilidade para se deslocar à Mata Nacional de Leiria para se inteirar sobre a situação que se arrasta desde 19 de Janeiro, e agir caso verifique que tal cenário possa “pôr em perigo aqueles que estão a combater incêndios.

Recorde-se que em Abril o presidente da Câmara da Marinha Grande, Álvaro Pereira (PS), tinha alertado para o problema, considerando que este poderá representar um “barril de pólvora” durante a época de incêndios, apontando para “cerca de 2,5 quilómetros de estradas, arrifes e aceiros obstruídos [só na zona de S. Pedro de Moel]”.

 

 

 

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