Resolução de Assembleia de Freguesia indigna vereador da regeneração urbana

obras CardalO vereador da Regeneração Urbana, Michael Mota António, manifestou, na última reunião camarária, a sua indignação por uma Resolução, aprovada por unanimidade, pela Assembleia de Freguesia de Pombal, face às obras que estão a decorrer no centro da cidade.

Naquela Resolução, a Assembleia de Freguesia, de maioria social-democrata, demonstra a sua “indignação e estupefacção” pela forma como estão a decorrer as obras de Parcerias para a Regeneração Urbana em Pombal. Os autarcas registam “um estranho desinteresse pela descoberta e preservação do património histórico da cidade” especialmente no Largo do Cardal “zona que se sabe ser rica em vestígios”. Registam, também, “a forma como as obras foram impostas aos comerciantes e aos cidadãos em geral, sem abertura efectiva à discussão pública antecipada e sem ter em consideração o impacto que as mesmas têm no tecido económico, já de si debilitado, de Pombal”.

No final da reunião do executivo municipal, segunda-feira à tarde, Michael Mota António lamentou aquela posição, referindo que “só pode surgiu por falta de conhecimento ou por má-fé”. Até porque, adiantou, esteve presente em assembleias de freguesia para prestar todos os esclarecimentos sobre as obras em curso na zona histórica da cidade.

Por outro lado, Michael Mota António recorda que a Junta de Freguesia de Pombal, juntamente com a Associação Comercial e de Serviços, e a Fábrica da Igreja Paroquial de Pombal, é parceira do Município no processo de Regeneração Urbana.

Quanto às obras, em curso em pleno centro da cidade, frente ao antigo Convento do Cardal e Edifício dos Paços do Concelho, o vereador refere que as mesmas foram “devidamente aprovadas” e “estão a ser acompanhadas” pela Direcção Geral do Património Cultural (antigo IGESPAR), que determinou que a intervenção fosse acompanhada de forma permanente por um arqueólogo e uma antropóloga.

Michael Mota António considera que todos os vestígios encontrados na área da obra, como ossadas, artefactos de cerâmica, moedas e outros achados, “têm sido tratados com extremo cuidado” de acordo com as instruções emanadas por técnicos daquela direcção geral, que “já visitaram o local várias vezes”.

O que leva o vereador social-democrata a lamentar a posição dos autarcas de freguesia. “Que analisem e informem-se antes de aprovarem este tipo de documentos” e de “lançarem palpites que só revelam ignorância”, disse.

“Podem não concordar com as obras, mas não mintam às pessoas”, referiu Michael António garantindo que a câmara municipal “está sempre disponível para prestar todas as informações”, recordando as sucessivas reuniões que tem realizado com os residentes e comerciantes das zonas intervencionadas.

 

 

 

 

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2 Responses to Resolução de Assembleia de Freguesia indigna vereador da regeneração urbana

  1. João Forte says:

    Um triste e lamentável exemplo do que não deve ser feito numa cidade rica em termos patrimoniais…

  2. Dina Mendes says:

    O resultado desta obra, deve ser a tristeza igual à do Castelo (material utilizado na iluminação, nas escadas, a aberração do bar, a entrada junto ao mercado) enfim…

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