Funeral de antigo deputado Osvaldo Castro realiza-se amanhã

Osvaldo CastroO antigo secretário de Estado do Comércio no primeiro Governo de António Guterres, Osvaldo de Castro, ex-deputado pelo PCP e pelo PS, morreu hoje aos 66 anos vítima de doença prolongada, disse à Lusa fonte do Partido Socialista.

Osvaldo de Castro, que foi agraciado em 1999 com a Grã Cruz da Ordem da Liberdade pelo então Presidente da República Jorge Sampaio, foi presidente da Comissão Parlamentar Permanente de Assuntos Constitucionais, Direitos Liberdades e Garantias.

Licenciado em Direito, ex-membro da Comissão Política Nacional do PS, Osvaldo Castro, natural do Porto, participou na revolta estudantil em 1969, sendo um dos dirigentes da Associação Académica de Coimbra de então.

Fonte do PS disse à Lusa que a bandeira do partido na sede em Lisboa encontra-se a meia haste.

“Foi um lutador pela liberdade, mesmo depois de preso pela PIDE em pleno dia de São João que agora se assinala. (…) O seu falecimento é uma grande perda para a sua família e Portugal perde uma grande personalidade pública e um cidadão de decisivas causas públicas”, sublinhou o deputado e presidente da Federação Distrital de Leiria do PS, João Paulo Pedrosa.

O socialista elogiou ainda o seu “brilhante” trabalho enquanto deputado, mas também enquanto “autarca na sua terra de coração, a Marinha Grande”, na qual “granjeou o carinho, estima e admiração de toda a sua população”.

O antigo Governador Civil de Leiria e antigo deputado na Assembleia da República José Miguel Medeiros lembrou o envolvimento de Osvaldo de Castro “como um dos líderes da revolta estudantil na crise de 69”.

À Lusa, salientou “o político muito relevante na política portuguesa, primeiro antes do 25 de abril, depois enquanto militante do PCP – que abandonou no final dos anos 80 – e mais tarde no percurso de mais de duas décadas no Partido Socialista”.

Já o comunista Saúl Fragata, que liderou o PCP na Marinha Grande e foi membro do Comité Central do partido, disse recordar “com respeito Osvaldo de Castro”, um ex-militante com o qual travou algumas ‘lutas’ na Assembleia Municipal da Marinha Grande.

“Lamento o falecimento. É uma perda e endereço à família os mais sentidos pêsames”, afirmou.

O fundador do PSD Tomás Oliveira Dias, que contactou com Osvaldo de Castro aquando do 25 de abril e enquanto deputados na Assembleia Constituinte, recorda um homem “muito dedicado aos problemas do distrito de Leiria, de grande correção e respeitador de opiniões contrárias”.

Por isso, destacou, “é uma perda grande para a região, mas também para o país, uma vez que se tratava de uma figura nacional”.

O antigo deputado e empresário Henrique Neto lamentou também a morte de Osvaldo Castro, recordando-o como “um democrata, antifascista e cidadão que faz falta ao país”.

Osvaldo Castro “teve um desempenho brilhante como deputado e militante do PS, com uma disciplina que é de salientar, herdada do PCP”, e era “um marinhense interessado pelos problemas da região”, destacou à Lusa.

Henrique Neto, que esteve no parlamento com Osvaldo Castro entre 1995 e 1999, lembrou ainda a “amizade de muitos anos” iniciada antes do 25 de abril em que colaboraram “na luta antifascista, contra a ditadura e pela democracia”, lamentando apenas que “o Partido Socialista não o tenha tratado como merecia nos últimos tempos”.

O atual presidente da Câmara da Matinha Grande disse à Lusa que perdeu “um grane amigo”, definindo-o como “um exemplo de resistência e de luta, um republicano socialista e laico que muita falta vai fazer ao concelho e ao país”.

Álvaro Pereira lembrou que Osvaldo Castro foi sempre alguém que colocou o serviço público em primeiro lugar, pelo que tentará “sempre honrar o seu legado e os seus ensinamentos”.

Já o antigo presidente da Câmara da Marinha Grande pelo PS entre 1993 e 1995, Álvaro Órfão, salientou em declarações à Lusa o “homem de muito valor, muito eficaz, que tinha fama de duro, mas que era a dureza da convicção” na vida política e pessoal.

“Conheci-o logo após 25 abril quando veio coordenar o Partido Comunista na Marinha Grande. Tínhamos posições diferenciadas e até antagónicas, mas tive sempre uma relação humana cordial e ele foi, de resto, uma das pessoas que teve um maior contributo para que eu me tornasse presidente da autarquia, tendo-me sempre acompanhado nas minhas reeleições”, recordou.

Segundo uma nota divulgada à comunicação pela família, o funeral de Osvaldo de Castro realiza-se amanhã, sexta-feira, na Marinha Grande. O cortejo fúnebre sairá, sem serviço religioso, da capela mortuária junto à igreja da Marinha Grande, para o cemitério principal, pelas 15:00 horas.

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One Response to Funeral de antigo deputado Osvaldo Castro realiza-se amanhã

  1. victorcamoezas@hotmail.com says:

    Este Grande SOCIALISTA foi marginalizado pelo Presidente da Federação de Leiria, presidido por joao paulo pedrosa que o excluiu das listas de continuação em deputado . PÁZ Á SUA ALMA CAMARADA OSVALDO

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