João Coucelo espera que projecto da Unidade de Cuidados Continuados “só tenha ficado adiado”

futuro saúde - PombalO director clínico do Centro Hospitalar Leiria – Pombal (CHLP), João Coucelo, espera que o projecto de construção da Unidade de Cuidados Continuados em Pombal “só tenha ficado adiado e que seja retomado”. Uma obra considerada “muito necessária” mas que face às dificuldades económicas do país foi suspensa, mesmo com apoio financeiro contratado com o governo.

Ao participar num debate sobre “o futuro da saúde”, promovido pela Rádio Clube de Pombal, sexta-feira à noite, João Coucelo sublinhou a importância daquela unidade de saúde para Pombal. Até para que sejam devolvidos aos lares da terceira idade “a sua vocação de lares”. No entanto, o médico considera que a aposta deverá passar por apoiar os idosos no seu meio familiar, até porque, “quem está mais próximo da família está mais aconchegada”, dando o exemplo da deslocação das equipas de cuidados paliativos aos domicílios.

Uma ideia que Joaquim Guardado, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pombal, entende devia ser desenvolvida pelas misericórdias e algumas instituições particulares de solidariedade social, através de acordos de cooperação com a administração central.

À semelhança de Coucelo, também Guardado considera uma necessidade para Pombal a Unidade de Cuidados Continuados, que a Misericórdia pretende construir. “É um projecto importante para Pombal mas que o actual governo suspendeu”, afirmou o provedor, não acreditando que “a Unidade avance porque o país não tem capacidade financeira”.

Joaquim Guardado aproveitou a ocasião para revelar a sua preocupação face a um “futuro nada risonho”, designadamente quando “se vê pessoas a não ter dinheiro para pagar os medicamentos nem para a mensalidade do lar da misericórdia”. Daí que o provedor tivesse desafiado os presentes para debater a temática. “É importante começar a reflectir sobre estas questões”, disse.

João Coucelo referiu-se, ainda, às vantagens para Pombal ter visto o seu hospital a ser integrado no Centro Hospitalar Leiria – Pombal. O médico garante que a unidade de saúde manter-se-á como um “hospital de proximidade”, estando em cima da mesa um “conjunto de ideias” para serem implementadas, dando como o exemplo o reforço de consultas de especialidade e a realização de cirurgias de ambulatório, o que “pode ser atractivo para os concelhos limítrofes”.

Por sua vez, Diogo Mateus, vice-presidente da Câmara de Pombal, enalteceu a cooperação do município com a Administração Regional de Saúde do Centro com vista a uma melhoria dos cuidados primários de saúde no concelho. O autarca destacou o modelo das unidades de saúde familiar como uma solução para algumas das freguesias, como é o caso da zona Oeste, para onde está prevista a ampliação da Extensão de Saúde da Guia para aquele efeito.

Outro exemplo da referida cooperação apontada por Diogo Mateus refere-se à ampliação do Centro de Saúde de Pombal, para a qual a autarquia já reformulou o respectivo projecto, adaptando-o às necessidades actuais.

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