Mulher das Meirinhas estava disposta a pagar três mil euros para matar marido

julgamento encomenda homicidioUma mulher residente em Meirinhas (Pombal) estava disponível para pagar três mil euros a quem matasse o ex-marido. O “negócio” correu mal e acabou por ser condenada, esta semana, a quatro anos de prisão, embora com pena suspensa por igual período.

Casados desde Abril de 1975, Maria Arminda e Diamantino Mota começaram a ter um relacionamento conflituoso que culminou num divórcio litigioso em Outubro de 2009. Antes, já o homem tinha sido condenado pela prática de um crime de maus tratos na pena de 12 meses de prisão, suspensa na sua execução por um período de dois anos.

No entanto, a partilha dos bens comuns do casal levou a que o casal mantivesse uma relação conflituosa. No final de 2007, Maria Arminda iniciou uma relação amorosa com um homem 25 anos mais novo. E foi ao Gil Lourenço que a mulher se queixou que o seu, ainda, marido a “ameaçava de morte, lhe batia frequentemente e destruía o racheio da habitação comum e onde moravam”, refere o Ministério Público (MP) que os levou a julgamento que os viria a condenar. Ambos decidiram que “melhor solução seria por termo à vida de Diamantino Mota”, refere.

Para tal, a mulher disponibilizou-se a fornecer o dinheiro necessário para pagar o serviço, tendo acordado que a arma seria fornecida por ambos ao executor.

Em Março de 2008, Gil contactou um cidadão brasileiro que, perante algumas dificuldades económicas e com o objectivo de ganhar dinheiro, afirmou estar disponível para tal, mediante o pagamento de dez mil euros. Dois dias depois voltaram-se a encontrar, já na companhia de Maria Arminda que propôs o pagamento de três mil euros, um valor que seria entregue por duas vezes, metade antes da morte e o restante depois. Entregou-lhe uma fotografia da pessoa que era o alvo e informado sobre as suas rotinas.

A primeira parte do valor acordado (1.500 euros) viria a ser entregue ao contratado num encontro realizado num café da cidade de Pombal. Na ocasião, e ao contrário do inicialmente previsto, Gil informou o alegado executor que teria de arranjar uma arma e executar o serviço rapidamente.

Os contactos foram sucessivos durante os meses seguintes, “sempre com o propósito de insistir para que o mesmo procedesse à morte de Diamantino Mota”, diz o MP, e provado em julgamento.

Em Agosto do mesmo ano, Arminda e Gil disseram ao contratado que iriam contactar outra pessoa para matar Diamantino pelo que lhes deveria devolver o dinheiro. Face à determinação do casal, o cidadão decidiu ir à PSP de Pombal denunciar o “negócio”.

Foi a atitude daquele que acabou por originar a investigação, tendo o MP concluído que o homem “nunca teve intenção de tirar a vida a Diamantino Mota” enquanto Arminda e Gil “actuaram com conjugação de esforços e vontades com o propósito de causar a morte” àquele.

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