Pombal alvo de “revolução urbanística” apresenta-se requalificado e moderno
26/07/2013 6 comentários
A cidade de Pombal, designadamente o perímetro da sua zona histórica, foi transformada nos últimos meses num estaleiro de obras, para a realização das diversas obras inseridas nas Parcerias para a Regeneração Urbana (PRU), que vão proporcionar um ambiente mais citadino e moderno.
Parcerias que, para além do Município, envolve a Junta de Freguesia de Pombal, a Associação Comercial e de Serviços, a Fábrica da Igreja Paroquial e a Associação de Desenvolvimento de Iniciativas Locais.
Trata-se de um programa “ambicioso de remodelação urbana numa escala nunca vista no concelho de Pombal”, garante o Município, presidido pelo social-democrata Narciso Mota.
As obras, que ascendem a um total de mais de dez milhões de euros, são financiadas em 85 por cento por fundos comunitários, através do programa Mais Centro, surgido com o actual Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
Segundo a autarquia, a regeneração urbana da cidade “é um processo de participação, nas acções, nos projectos e nos investimentos”, sendo também “um processo de responsabilidades, de colaboração activa e de valorização da economia urbana”.
A intervenção mais visível está a acontecer no Largo do Cardal, frente aos Paços do Concelho, mas as obras requalificaram toda a zona histórica alargando-se ao Largo de S. Sebastião onde foi construído um parque de estacionamento subterrâneo e edifício que irá acolher alguns serviços municipais.
Um equipamento que será inaugurado hoje, pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, no âmbito da abertura solene das seculares Festas do Bodo.
O largo situado na articulação entre a Rua de Albergaria dos Doze e o Centro Histórico, “foi intervencionado no sentido de resolver questões do anterior desenho urbano, e o caos do estacionamento com a construção de um parque de estacionamento coberto e dar resposta a um conjunto de funções relacionadas com a actividade comercial e habitacional”, refere a autarquia.
Para além daquele largo, foram requalificadas algumas ruas envolventes, como é o caso da Travessa S. Sebastião, Rua Conde de Castelo Melhor e Rua do Castelo.
Já na Praça Marquês de Pombal, a intervenção contemplou a construção de um Centro de Negócios a fim de albergar os serviços de Finanças para além de uma possível incubadora de empresas. Uma obra orçada em mais de um milhão de euros e que resultou da recuperação de dois edifícios junto ao Museu Marquês de Pombal.
Porém, a obra base de todo o plano de acção que englobou a reestruturação da rede eléctrica com enterramento das cablagens, a reformulação das redes de saneamento e águas pluviais, a reformulação das redes de telecomunicações com enterramento das cablagens, o lançamento de rede de gás natural e uma reestruturação global dos pavimentos dando resposta às orientações da legislação sobre a mobilidade.
A área de intervenção esteve contida no perímetro composto pelo Largo do Cardal, Travessa do Cardal, Rua Capitão Tavares Dias, Rua Miguel Bombarda, Rua do Castelo e Largo 5 de Outubro.
O Largo do Cardal foi globalmente reestruturado de modo a garantir uma melhor adequação do seu desenho e das suas funções aos tempos actuais e será acompanhado pela colocação de novo equipamento urbano e sinalética.
“É essencial que a nossa cidade, na sua estrutura histórica, rejuvenesça com equipamentos e espaços públicos ajustados, modernos e activos, de grande rigor construtivo, duráveis e convidativos e onde a componente habitacional faça parte deste jogo urbano”, refere a autarquia presidida por Narciso Mota.
A autarquia realça, ainda, a importância daquelas intervenções urbanísticas, que ascendem a cerca de dez milhões de euros, para proporcionar uma “melhor qualidade de vida” e “redesenhar a cidade” tornando-a mais “citadina e urbana”.
Adiada fica a intervenção que iria dotar a cidade de novas passagens pedonais inferiores à linha ferroviária do Norte que atravessa o tecido urbano de Pombal.
O vereador da Regeneração Urbana, Michael Mota António refere que “a actual crise económica levou à suspensão do financiamento de projectos do QREN que ainda não tinham sido lançados a concurso, nos quais estas passagens pedonais se incluíam”.
“São intervenções importantes que esperamos poder ver avançar quando estiverem reunidas todas as condições para a sua concretização”, refere.
“A zona histórica há muito que exigia uma remodelação profunda”
O vereador da Regeneração Urbana, Michael Mota António, é peremptório quando afirma que “a zona histórica da cidade há muito que exigia uma remodelação profunda”. “Trata-se de uma zona que carecia de intervenção há já muitos anos, dada a existência de infra-estruturas muito antigas e já obsoletas”, frisa.
O autarca realça a importância da realização das obras de regeneração urbana na cidade com a necessidade de “substituição de equipamentos e das infra-estruturas de abastecimento de água, electricidade, gás natural, saneamento, águas pluviais, redes de telefone e internet”, até no “sentido de elevar a qualidade de vida nesta zona, por forma a evitar a contínua degradação urbana duma área nobre da cidade”.
Enaltecendo a oportunidade trazida pelo programa Mais Centro que, o Município “em bora hora” soube aproveitar, Michael António sente-se orgulhoso em ver a cidade a ser requalificada, com novas infra-estruturas e com uma “nova imagem que vem potenciar o desenvolvimento comercial e turístico do nosso centro histórico”. “Temos uma cidade mais atractiva, mais bonita e mais funcional”, realça.
Segundo o vereador, para além da “revolução urbanística” em curso, que “também era necessária”, os trabalhos “assentaram essencialmente na renovação das infra-estruturas”. Michael António sabe que “são obras que, apesar de necessárias, normalmente não têm visibilidade”, pelo que “é natural que as pessoas se foquem nos aspectos mais decorativos, sujeitos a críticas e ao gosto pessoal de cada um”.
No entanto, está convicto que os munícipes “vão entender que a necessidade de efectuar as obras criou também a oportunidade para implementar um conjunto de normas de arquitectura urbana que atendessem às necessidades de pessoas com mobilidade reduzida e à forma como hoje se vive o espaço urbano”.
“Neste sentido tentámos harmonizar a convivência entre os diferentes intervenientes neste espaço por forma a evitar conflitos existentes, nomeadamente entre os peões e a circulação automóvel”, explica, adiantando que “a eliminação de barreiras arquitectónicas, como é o caso dos passeios existentes, de dimensão exígua, e os próprios pavimentos, irregulares e deveras degradados, vem forçosamente criar um novo desenho da cidade”.
Michael António está convicto que “a nova arquitectura, tirando casos pontuais de gostos pessoais que são absolutamente naturais, irá agradar à população em geral, já que é facilitadora da forma como circulam e vivem a cidade e o espaço urbano que é de todos”.
“Procurou-se reabilitar a cidade respeitando o passado”, afirma o vereador, acrescentando que, por isso, “tivemos o cuidado de, nesta intervenção, defender o nosso património histórico e a nossa memória colectiva, não só no desenvolvimento dos trabalhos arqueológicos e recuperação dos achados, mas também pelo restauro e reposição de algumas peças urbanas da nossa história recente”.
Em final de mandato autárquico, uma vez que não irá integrar a lista candidata pelo PSD às próximas eleições, e questionado se sente orgulho em apresentar uma cidade requalificada, Michael Mota António refere que “os pombalenses, apesar de todas as diferenças e opiniões que nos separam, têm um elemento comum que os une”, ou seja, “um grande orgulho na sua terra e uma grande paixão no seu desenvolvimento”.
“Podermos contribuir, de alguma forma, para o desenvolvimento de Pombal, é sempre motivo de orgulho para qualquer pombalense”, conclui.
Orlando Cardoso | Diário de Leiria

Vão tirar os carros do centro, ou seja, vãõ expulsar de lá as pessoas de maneira que um destes dias as pessoas já só vão mesmo ao intermarché que é onde há estacionamento.
“Procurou-se reabilitar a cidade respeitando o passado” ?
Desde quando é que isso aconteceu? Não só não se respeitou o passado, bem como se introduziu elementos estranhos à cidade, caso do granito. Será que as pedreiras da serra da Sicó já faliram?
“tivemos o cuidado de, nesta intervenção, defender o nosso património histórico e a nossa memória colectiva, não só no desenvolvimento dos trabalhos arqueológicos e recuperação dos achados, mas também pelo restauro e reposição de algumas peças urbanas da nossa história recente”.
Tiveram cuidado, de certeza?! Nota-se claramente que não e o infeliz resultado está à vista, seja a nível do património histórico, seja a nível de arqueologia.
O vereador refere que é “uma questão de gostos pessoais”, deve ter tido em consideração o gosto pessoal dele. A Zona Histórica, com a referida remodelação profunda, eu chamar-lhe-ia “o enterro da nossa zona Histórica”. As escadas que dão acesso ao Castelo e a construção “estranha” que está no inicio desse acesso é de lamentar. Este vereador deve andar com as ideias um bocado trocadas entre o Histórico e o Moderno. Será que não percebe que nem sempre as misturas resultam. Espero que não se lembre de revestir o convento com granito…por este andar, tudo é possível.
A praça está realmente muito bonita. Pombal merece um espaço assim…
Qual praça? Será que nas descobertas arqueológicas descobriram uma Praça de Touros? Por acaso só ouvi comentar as descobertas de esqueletos humanos, no Cardal.
Esse vereador Michael Mota António definitivamente anda a passar muitas noites na má vida, pois isso deve interferir gravemente com o seu bom senso.
Onde é que alguma vez um homem com juízo aceita projectos de arquitectura vergonhosa, que não respeita minimamente a estética da cidade, e que acima de tudo não respeita as pessoas com mobilidade condicionada e mesmo a segurança das pessoas ditas normais com aqueles marcos pretos espalhados pelo Cardal e pela ponte reconstruída?
E o resto do pessoal da câmara de pombal deve também estar embriagado com tantas indemnizações das inundações de 2006, subsídios do QREN entre outros fundos europeus, e agora com a indemnização que ganhou contra o BPI. Tudo para estoirar em obras que em nada contribuem directamente para o benefício da população e apenas para o PSD ganhar mais votos?
Haja bom senso.