Turismo do Centro pede atenção do Governo para antigas Scut

posse RTCO recém-eleito presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal (TCP), Pedro Machado, pediu hoje a atenção do Governo para as portagens nas antigas concessões Sem Custos para o Utilizador (Scut), que desincentivam a actividade no sector.

“Estamos rodeados pela A23, A25, A17, A29 e A1 e em todas elas temos um encargo suplementar para quem nos visita. Isto não é animador nem incentivador da actividade para o sector turístico”, disse o presidente da TCP.

Pedro Machado falava em Ílhavo, durante a cerimónia da tomada de posse dos novos órgãos sociais da TCP, que foi presidida pelo secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes.

O dirigente aproveitou a presença do governante para pedir a atenção do Governo para esta matéria, realçando que a região Centro é “uma das regiões mais atingidas por essa fatalidade”.

Pedro Machado, que lidera a TCP desde 2006, assumiu como desígnio para o próximo mandato de cinco anos “construir e consolidar” uma “grande” região, que passou a integrar quatro ex-regiões de turismo (Serra da Estrela, Leiria/Fátima, o Oeste e uma parte do Médio Tejo), congregando 100 municípios.

Manter a região Centro como o primeiro destino dos portugueses e torná-la numa das regiões de referência nacional na capacidade de captar turistas estrangeiros são alguns dos objetivos da nova direção da TCP, que aposta na valorização do cliente, na sustentabilidade e na envolvente competitiva.

Para atingir estes objetivos, Pedro Machado defende que terá de haver da parte do governo português uma atenção particular na criação de valor para a atividade turística, nomeadamente na inovação na oferta e na comercialização, melhor conhecimento do cliente e da concorrência e do talento dos recursos humanos e dos empresários.

“Se quisermos ter um turismo dinâmico que continue a apresentar os valores e os resultados que estamos a atingir, quer do ponto de vista da procura interna mas em particular nos mercados externos, não podemos deixar de ter como primeira prioridade a criação de valor para a actividade turística”, afirmou Pedro Machado.

O presidente da TCP defendeu ainda a necessidade de reposicionar os destinos turísticos e requalificá-los, tendo em vista uma diminuição da sazonalidade e um aumento da estadia média.

A nova direcção da TCP eleita na quarta-feira terá de apresentar ao Governo nos próximos 30 dias um plano de reestruturação desta nova entidade.

“Nesse plano procuraremos ganhar operacionalidade e eficácia, reduzir a despesa de funcionamento e libertar os meios para a promoção”, disse Pedro Machado.

Além de Pedro Machado, a nova Comissão Executiva integra Ribau Esteves (presidente da Câmara de Ílhavo), Paulo Homem Fonseca (presidente da Câmara de Ourém), Jorge Almeida, da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, e Paulo Inácio, em representação dos municípios.

No mesmo ato eleitoral, foi ainda eleita a mesa da assembleia-geral da TCP, que continua a ser presidida pelo presidente da Câmara de Castelo Branco, Joaquim Mourão.

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