Psicóloga desenvolve investigação sobre depressão na adolescência

Andreia AzevedoA psicóloga Andreia Azevedo, investigadora do Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCE-UC) está a desenvolver uma investigação pioneira em Portugal no âmbito do tratamento da depressão na adolescência.

A investigadora e psicoterapeuta procura desenvolver “avanços no tratamento de um problema cada vez mais sério e frequente em todas as fases da vida, a perturbação Depressiva Major”, refere.

Segundo aquela especialista, “em Portugal, a maior prevalência anual de perturbações mentais é detida pelas perturbações de ansiedade, seguida pelas perturbações depressivas ou do humor (cerca de 8 por cento) ”. “Entre as perturbações depressivas, a Depressão Major é a que absorve maiores casos (prevalência anual de 6,8 por cento) ”, adianta.

Andreia Azevedo, a residir em Pombal, considera que aqueles dados “não se aplicam apenas à população adulta, sendo que na infância e na adolescência se começam também a identificar e estudar dados de prevalência e incidência”. Refere que “em Portugal, e segundo o recente lançado Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil, estima-se que dez a 20 por cento das crianças e adolescentes tenham um ou mais problemas de saúde mental”.

A investigadora afirma, ainda, que “a adolescência é um período crítico para a compreensão e desenvolvimento daquela perturbação” considerando que “os estudos apontam para que o primeiro episódio depressivo major da vida de uma pessoa com depressão em adulto tenha surgido entre os 15 e os 18 anos”.

No âmbito da sua investigação, Andreia Azevedo pretende de “forma absolutamente confidencial e gratuita” avaliar adolescentes, de entre os 14 e os 18 anos de idade, das zonas de Pombal, Ansião e Leiria. “O adolescente será avaliado e abrir-se-á a possibilidade de ele beneficiar de tratamento psicoterapêutico sem qualquer custo associado”, podendo dessa forma, também, “contribuir para o avanço da investigação científica no nosso país”, sublinha.

A investigadora solicita a pais, familiares ou amigos que a contactem (andreia.azevedo81@gmail.com ou 937877691) caso observem jovens que revelem vários sinais de depressão e em especial “sucessivas faltas às aulas ou desempenho escolar excepcionalmente pobre; explosões de raiva acompanhadas de gritos, reclamações, irritabilidade ou choro inexplicáveis”, entre muitos outros.

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