Jorge Abreu considera “gravíssimo” encerramento do Serviço de Finanças

Jorge AbreuO presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, Jorge Abreu, considera o anunciado encerramento de balcões do Serviço de Finanças uma “medida gravíssima”. No entanto, o autarca socialista ainda tem esperança que “não é definitivo que tal irá acontecer”.

Em declarações ao nosso jornal, Jorge Abreu afirma que a possibilidade de encerramento daquele serviço no concelho, a par com o de Castanheira de Pera, Pedrógão Grande e Penela, “merece a nossa total oposição” garantindo que “tudo faremos para que tal não aconteça”.

“Os efeitos destas medidas são gravíssimas principalmente em concelhos com as características do de Figueiró dos Vinhos, onde a população é maioritariamente idosa, com dificuldades de mobilidade para outros concelhos em virtude das limitações da rede de transportes públicos e onde a existência de serviços de proximidade e atendimento presencial se torna particularmente necessária”, refere.

O anúncio daquela intenção foi feito através da publicação pelo Diário de Notícias de um mapa sobre a alegada reorganização dos Serviços de Finanças, com base em cruzamento de dados, nomeadamente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos.

Em declarações à agência Lusa, o anterior presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, Rui Silva, criticou aquele eventual cenário, mas destacou a sua convicção de que “este é mais um estudo para ir para a gaveta”.

O ex-autarca social-democrata explicou que a Repartição de Finanças em Figueiró dos Vinhos está instalada num edifício camarário e que no passado já deu conta ao Ministério das Finanças de que o município estaria disposto a abdicar do valor da renda.

“Foi-me garantido que era para ficar. Por outro lado, estranho que três concelhos contíguos [Figueiró dos Vinhos, Pedrógão Grande e Castanheira de Pêra] fossem abrangidos por essa medida”, concluiu.

Entretanto, a Federação Distrital de Leiria da Juventude Socialista manifestou-se contra a intenção de encerramento daquelas três repartições de Finanças.

Em comunicado, a estrutura liderada por Diogo Coelho diz que esse eventual fecho importará um dramático e sério prejuízo para aqueles municípios, cujas populações, maioritariamente envelhecidas, irão ficar desprovidas, ostensivamente, na acessibilidade a um serviço público que deve ser, imperiosamente, de proximidade.

Para Diogo Coelho, “é absolutamente inaceitável e condenável que, numa das regiões mais pobres e envelhecidas do país, o Governo promova a degradação contínua dos conceitos de serviço público e de coesão social e territorial, prestando um inestimável contributo para a desertificação humana daqueles municípios e incentivando a fuga de jovens para o litoral”.

 Orlando Cardoso | Horizonte

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