Militar da GNR admite velocidade exagerada no caso do acidente contra rulote de bifanas

(foto de arquivo)

(foto de arquivo)

Um militar da GNR afirmou, terça-feira, em tribunal que o condutor que, em Abril de 2011, abalroou um grupo de jovens que estava junto a uma rulote de comida rápida, seguia em “velocidade exagerada” tendo sido, provavelmente, essa a causa do acidente que provocou a morte de duas pessoas.

Na segunda sessão do julgamento de Henriques Ferreira Longo, a testemunha disse não saber precisar ou estimar a velocidade em que seguia o automóvel conduzido pelo arguido, mas “tendo em conta as marcas de derrapagem e os danos causados, é muito provável que a causa do acidente foi a velocidade excessiva”.

O mesmo militar também não afasta a hipótese de o jovem condutor vir a circular na faixa contrária antes de entrar em despiste.

Uma versão dos factos corroborada por outro militar da mesma força de segurança ouvido também pela juíza Rafaela Correia. A testemunha que disse não perceber aquele acidente, admitiu que o condutor circulava em “fora de mão” e em “excesso de velocidade”.

O militar afirmou, ainda, que quando chegou ao local do acidente encontrou um “cenário de horror” com “mais de uma dezena de adolescentes e jovens a gritarem uns feridos com gravidade, outros com ferimentos ligeiros, e ainda outros que já se tinham apercebido que a Joana estava morta”.

O tribunal ouviu, ainda, Nuno Louro, uma das vítimas do acidente, que à semelhança das outras que já prestaram depoimento, não se lembra de pormenores ocorridos naquele momento trágico uma vez que com o embate perdeu os sentidos.

O caso remonta a 10 de Abril de 2011, quando por cerca das quatro horas da madrugada, no lugar de Granja, junto ao parque industrial Manuel da Mota, em Pombal, o veículo automóvel conduzido pelo arguido entrou em despiste e abalroou um grupo de cerca de 15 pessoas que se encontravam frente a uma “rulote de bifanas”.

Joana Henriques, de 23 anos de idade, faleceu no local do acidente, enquanto Paulo Sá, também de 23 anos, viria a falecer dois dias depois no hospital. Ambos residentes no concelho de Ansião.

O jovem está a ser acusado de vários crimes, entre os quais dois de homicídio por negligência e dois por ofensa à integridade física simples.

O julgamento prossegue no dia 19 com a audição das restantes testemunhas.

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