Comandante distrital de Leiria quer ordenamento do território para reduzir fogos

Sergio Gomes CDOS LeiriaO Comandante Operacional Distrital de Leiria, Sérgio Gomes, defendeu hoje a necessidade de se apostar no ordenamento do território para minimizar o risco de incêndio, durante a apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais de 2013.

Para o responsável, será difícil baixar o número de ignições e de hectares ardidos enquanto o “ordenamento do território for favorável à progressão dos incêndios florestais”, “o uso de fogo for abusivo e descontrolado” e “continuarem a existir comportamentos de risco por parte dos cidadãos”.

Sérgio Gomes considerou que o sucesso do combate aos incêndios não está apenas nos meios disponíveis.

“Se nada for feito, o que não ardeu este ano vai arder nos próximos, com um risco acrescido, uma vez que haverá acumulação de combustível ao longo do tempo”, salientou.

Para o responsável do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), há ainda que ter em conta a “promiscuidade entre o espaço rural e o edificado”, assim como as espécies plantadas, entre as quais o eucalipto.

“Quando há casas em risco, não há combate ao incêndio. O que fazemos é desviar o fogo para outro local para proteger as pessoas e bens e o incêndio vai-se propagando”, referiu.

Sérgio Gomes acrescentou que, “economicamente, o eucalipto nunca poderá deixar de existir na economia portuguesa”, mas defendeu a “criação de faixas com outras espécies” e a “abertura de caminhos que facilitem o trabalho dos combatentes”.

“Uma coisa é ter 200 hectares de eucaliptos, outra coisa é ter esses 200 hectares de eucaliptos com faixas com outras espécies, com redes de estradas que nos permitirão não só travar a progressão do incêndios como facilitar o combate.”

Para Sérgio Gomes, “os incêndios nunca vão acabar”, mas “é possível minimizá-los”, e “essa é uma tarefa que cabe a todos”, desde cidadãos, municípios e autoridade.

Em 2013, arderam 2.354 hectares, um número que poderia ter ficado pelos 700 hectares se não se tivessem verificado as várias ocorrências que deflagraram no dia 22 de setembro e que “obrigaram à dispersão de meios, fragilizando alguns teatros de operações”.

Sérgio Gomes revelou ainda que apenas quatro incêndios foram responsáveis por 83,79% da área ardida (1960,46).

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