Maioria PSD contra proposta do PS para devolver 2% do IRS às famílias

reun CM PombalA maioria social-democrata na Câmara de Pombal chumbou, na sexta-feira, a proposta dos vereadores do Partido Socialista que pretendia devolver dois por cento do valor do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) pago pelos contribuintes do concelho. Os proponentes consideram que se tratava da “verdadeira medida de alcance social”, mas a maioria entendeu que a mesma não iria beneficiar quem mais necessita.

Adelino Mendes, que apresentou a proposta considerou que aquela medida iria “aliviar os encargos dos munícipes” e que a mesma representava “um impacto inferior a um por cento no orçamento municipal”.

Mas da bancada do PSD, Fernando Parreira disse não perceber o porquê da variável proposta de dois por cento. “Não há aqui nenhum estudo que argumente este valor” disse o vice-presidente da autarquia, adiantando que “dá a ideia que foi lançado um número no sentido de marcar a agenda política”.

Por outro lado, o ex-vereador da Acção Social (no mandato anterior) considerou que “as famílias mais carenciadas não pagam IRS,” pelo que “claramente não estamos a apoiar os mais necessitados”.

Uma opinião corroborada por Catarina Silva. A actual vereadora da Acção Social referiu que o “objectivo e o dever” do executivo “é projectar e lançar medidas para quem mais precisa”.

Uma tese contrariada pela vereadora socialista Marlene Matias. A assistente social confessou ter ficado “espantada” com o “conceito de quem mais precisa” até porque “hoje em dia não está claro”. “Cada vez me preocupo mais com quem tem trabalho, de quem vive dos seus rendimentos e que merece ser apoiado” pois “é quem tem sido mais penalizado”.

No entender da socialista “é profundamente injusto pensar que os mais necessitados são os que estão desempregados” disse, desafiando a maioria PSD a “negociar o valor”. “Se não entendem o valor, vamos então aqui negociar e proponham outro”, afirmou, mas sem êxito.

A proposta viria a ser rejeitada com seis votos contra e três a favor.

No final da reunião, em declarações aos jornalistas, Adelino Mendes lamentou a “rejeição da proposta” até porque “não foi aduzido pela parte dos membros do PSD qualquer argumento válido para rejeitar” aquela que “era a verdadeira medida de alcance social”.

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