Câmara de Pombal alerta munícipes para praga em palmeiras

palmeiras Largo CardalA Câmara de Pombal está a alertar todos os munícipes que tenham palmeiras para a praga do escaravelho que se tem propagado nos últimos tempos e que está longe de ter um fim. A autarquia considera necessário um “tratamento fitossanitário até meados de Fevereiro, altura em que o escaravelho está menos activo”.

O alerta surge no momento em que a Câmara Municipal procedeu ao respectivo tratamento fitossanitário das palmeiras existentes no Largo do Cardal e Jardim do Cardal, em pleno centro da cidade de Pombal.

“Devido a essa espécie invasora, o Município teve que proceder ao corte de uma palmeira no Largo do Cardal, visto que a mesma já se encontrava em avançado estado de contaminação por acção deste escaravelho”, disse a autarquia através de uma nota de imprensa.

Segundo a mesma nota de imprensa, “o procedimento foi acompanhado por perto por dois técnicos do Ministérios da Agricultura, que se certificaram do estado em que se encontrava a palmeira, que tinha já no seu topo largas centenas de larvas desse insecto e já alguns eclodidos.”

A autarquia presidida por Diogo Mateus refere, ainda, que durante aquele procedimento “todos os cuidados foram tidos em conta, tendo os resíduos da palmeira sido recolhidos no local e encaminhados até ao seu destino final, para evitar a dispersão dos insectos no momento do abate e do transporte.”

Segundo o Ministério da Agricultura, o coleóptero Rhynchophorus ferrugineus, também conhecido como “escaravelho da palmeida” ou “escaravelho vermelho”, ataca diversas espécies de palmeiras “provocando estragos importantes que podem conduzir à sua morte.”

Em Portugal aquele insecto foi assinalado pela primeira vez no ano de 2007, no Algarve. “Actualmente encontra-se disperso por toda a região algarvia, bem como nalguns concelhos dos distritos de Lisboa, Setúbal, Coimbra, Aveiro e Porto”, refere o Ministério da Agricultura numa informação com “procedimentos a seguir” emitida pela Direcção Geral de Alimentação e Veterinária.

A coroa desguarnecida de folhas jovens no topo ou com aspecto achatado pelo descaimento das folhas centrais; folhas de topo caídas com sinal de desigual inserção; orifícios e galerias na base das folhas podendos conter larvas ou casulos com pupas e/ou adultos; folíolos roídos e desiguais; presença de orifícios na zona de corte das podas; e restos de fibras, são alguns dos sintomas que poderão levar ao diagnóstico da praga.

Aquele organismo alerta que “todos os trabalhos de poda, recuperação (poda sanitária, tratamentos fitossanitárias, etc) ou abate e destruição de palmeiras, devem ser realizados por empresas ou outras entidades que cumpram com os procedimentos” emitidos.

Ainda, segundo aquela entidade, os proprietários, públicos ou privados, de palmeiras que apresentem sinais ou sintomas suspeitos da presença da praga “devem informar a Direcção Regional de Agricultura e Pescas ou a Câmara Municipal respectiva dos casos suspeitos ou confirmados para que seja avaliada a possibilidade de recuperação ou a necessidade de abate e destruição da palmeira e respectivo acompanhamento do processo”.

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