Vítimas pedem prisão para condutor que abalroou rulote

(foto de arquivo)

(foto de arquivo)

Os familiares dos dois jovens que morreram há cerca de três anos junto a uma rulote de comida rápida em Pombal, querem que o condutor do automóvel que os abalroou seja condenado com pena de prisão efectiva. A defesa considera “exagerada e desproporcionada” e pede a absolvição do arguido. Já o Ministério Público pede uma pena de prisão suspensa.

Henrique Longo, que na altura dos factos tinha 22 anos de idade, vai conhecer a decisão do tribunal a 4 de Fevereiro. Na segunda-feira, o condutor voltou a pedir desculpa às vítimas do acidente que lamentou.

O segundo pedido de desculpas foi feito pouco tempo depois de a advogada que representa quatro feridos resultantes do acidente ter considerado tratar-se de um pedido “ensaiado” e “nada sério”. “Desde o primeiro dia do julgamento que o arguido teve oportunidade de cara a cara, depois de ouvir as desgraças de cada uma das vítimas, pedir-lhes desculpa”, disse a causídica.

Nas alegações finais, os representantes das vítimas foram unânimes em traçar um perfil do arguido como um “grande adepto” e um “aficionado” das velocidades. Aliás, ambos os advogados revelaram que Henrique Longo, um mês após o acidente, se inscreveu num fórum na Internet onde trocou mensagens acerca das características de um automóvel que teria acabado de adquirir.

“Este arguido ficou tudo menos abalado com o acidente” disse a advogada, depois de ter acusado o arguido de ter procurado fazer “malabarismo” e “exibicionismo” frente ao grupo de pessoas que se encontrava junto à rulote.

Também o representante dos pais dos dois jovens falecidos, realçou a postura do arguido em sítios da internet frequentado por amantes das velocidades. O arguido “não teve intenção de matar mas estava consciente que tal poderia acontecer” tendo por isso “culpa elevada”, disse.

Por sua vez, a defesa contestou a “falácia” trazida pelos assistentes. “Uma questão é a justiça, outra é ser justiceiro” disse o advogado, acrescentando que “objectivamente o que aconteceu foi um despiste que infelizmente provocou uma tragédia”.

“Não conseguimos de forma segura, certa e sem as menores dúvidas, apurar as causas concretas do acidente” e por tal “especula-se e fantasia-se”, disse.

Para o defensor, “pedir uma pena de prisão efectiva parece que é aquela sensação de olho por olho, dente por dente”. Daí entender que o arguido “terá de ser absolvido por falta de provas sobre a causa do acidente” ou então “condenado com pena suspensa”.

O jovem é acusado de dois crimes de homicídio por negligência e quatro por ofensa à integridade física por negligência assim como de diversas contra-ordenações ao Código da Estrada.

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