Grupo Protecção Sicó contesta eventual ampliação de pedreiras
12/02/2014 1 Comentário
O Grupo Protecção de Sicó (GPS) contesta uma eventual futura expansão das duas pedreiras existentes no concelho de Pombal e previstas na proposta de revisão do Plano Director Municipal (PDM).
A contestação foi transmitida à Câmara Municipal no âmbito da discussão pública do PDM que decorreu até 29 de Janeiro.
Quanto à “pedreira do Barrocal”, explorada pela empresa Iberobrita, o GPS lembra que o “impacto paisagístico que se observa a muitos quilómetros de distância, constitui um cartão-de-visita muito negro neste território” daí que a ampliação prevista “visa ainda mais a destruição total da cumeeira do monte do Ouro abrindo-se uma um género de uma autêntica janela no monte”.
“Com esta ampliação prevista, até o marco geodésico ali existente irá ser destruído, ou pelo menos terá de ser relocalizado”, afirma o GPS adiantando que “a área que se prevê de aumento é extremamente exagerada e levantam-se muitas dúvidas quanto à sua possível recuperação”.
Por outro lado, o Grupo, sedeado em Pombal, diz que “não se consegue entender os motivos” de surgir na proposta de revisão do PDM “a previsibilidade de área para a ampliação desta pedreira, mas não surgir a estrada alternativa para a mesma, por forma a se minimizar os danos ambientais junto dos moradores afectados na s várias localidades”, ainda mais, “não se ter demonstrado a tentativa de qualquer entendimento com as restantes entidades públicas que integram a Comissão de Acompanhamento, e inclusive com outras entidades locais verdadeiramente intervenientes nestas matérias, como o caso do GPS”.
O Grupo refere-se ainda à existência de “campos de lapiás, azinheiras e cavidades naturais” pelo que “não se consegue conceber como serão alcançados os fins que visam a Rede Natural 2000 na área em questão com a ampliação da área de extracção”.
Quanto à pedreira existente em Vila Cã, explorada pela empresa Sicóbrita, a posição do GPS não é muito diferente.
Para além do “impacto paisagístico” que se observa a “muitos quilómetros de distância” e que “constitui um cartão-de-visita muito negro, a associação ambientalista afirma que a sua eventual ampliação “contribuirá ainda mais para o aumento da produção de sedimentos” os quais “continuarão a escolar pela linha de água em direcção ao Ribeiro do Vale, continuando a impermeabilizar a linha de água e a contribuir para a potencialização das cheias na cidade de Pombal”.
Também ali o GPS lamenta a falta de entendimento para a construção de uma estrada alternativa de acesso à exploração mineira.

Parabéns ao grupo GPS. Haja alguma entidade que alerte para esta “vergonha”.
As pedreiras de facto avistam-se a muitos km de distância. Vê-se uma serra destruída mas, enquanto neste País os €€€ estiverem à frente de tudo……continuaram a andar por aí muitos “cegos e surdos”.