Bancária acusada de associação criminosa e roubo a agência onde trabalhava

assalto armaUma bancária de Alvaiázere está acusada pelo Ministério Público pela prática de crimes de associação criminosa, roubo agravado, incêndio, e de ofensa à integridade física qualificada, por envolvimento num assalto ao banco onde trabalhava e à residência de um casal de empresários. O caso envolve, ainda, a sua filha e mais quatro cúmplices.

O caso remonta a Outubro de 2012, quando Isabel, de 55 anos e bancária há cerca de 30, juntamente com a sua filha Célia, respectivos companheiros Fernando e Sérgio, assim como o seu ex-namorado Carlos e um primo deste, Jorge, gizaram, segundo a acusação, um plano conjunto com vista a assaltar a agência do Millennium BCP onde a arguida era caixa, há cerca de 11 anos, na vila de Alvaiázere, no distrito de Leiria.

Segundo o Ministério Público, o plano consistia em utilizar um veículo que Célia iria vender do seu stand dias antes e que seria furtado através da cópia da chave que não entregaria à compradora. Por sua vez, Isabel solicitava um reforço monetário para o cofre do banco e delineou que seria atingida pelos assaltantes nos membros inferiores para despistar eventual suspeita de envolvimento, o que lhe possibilitava obter a reforma antecipada e uma indemnização.

Assim aconteceu na manhã do dia 30 de Outubro de 2012, quando, depois do furto do veículo, os arguidos Carlos e Fernando, encapuzados e armados, um com uma pistola e outro com uma espingarda, se introduziram no interior da agência bancária logo após Isabel ter aberto as portas.

Na ocasião, e enquanto aguardavam pela abertura do cofre, acabaram por ferir a funcionária da limpeza, a gerente e uma gestora de clientes, que tiveram de receber tratamento hospitalar. Ainda atearam fogo a uma caixa de envelopes e a algumas peças de vestuário e utilizaram detergentes para limpar a zona onde todos tinham estado.

Retiraram todo o conteúdo dos cofres, incluindo o do ATM, num total de cerca de 178 mil euros, e, tal como planeado, Carlos desferiu um tiro no pé de Isabel, colocando-se os dois em fuga. Poucos minutos depois, o automóvel viria a ser abandonado e incendiado numa zona da vila de Alvaiázere, onde estariam Sérgio e o primo Jorge à espera de Carlos e Fernando.

O segundo roubo começou, de acordo com o Ministério Público, a ser preparado em Janeiro de 2013, com o mesmo grupo a gizar um novo plano, desta vez tendo como alvo a residência de um casal de empresários, também em Alvaiázere, amigos próximos de Célia e Sérgio.

Tal viria a acontecer a 11 de Fevereiro desse mesmo ano. Cerca das 19h30 desse dia, Isabel, Célia, Fernando e Carlos introduziram-se no interior da residência com o objectivo de efectuar as buscas dos objectos de valor. Quando a dona da casa chegou na companhia do filho, de 11 anos de idade, Fernando e Carlos, vestidos de preto, com as cabeças tapadas e empunhando uma espingarda e uma pistola, encaminharam as vítimas para um anexo da habitação, onde as amarraram com as mãos atrás das costas. O mesmo aconteceu mais tarde com o empresário, quando este chegou a casa, após ter sido agredido com a coronha da arma.

Aqueles dois ainda levaram a vítima para o interior da habitação, onde lhe cobriram a cabeça e o questionaram repetidamente sobre a localização do cofre de parede, ao mesmo tempo que o espancaram cada vez que o mesmo respondia negativamente. Porém, acabou por indicar a existência de um cofre que continha cerca de cinco mil euros em dinheiro.

Durante aquele período, os arguidos percorreram a casa, vasculharam todas as divisões, abrindo e afastando armários, revirando roupas e demais objectos. Chegaram, ainda, a levar a mãe e o filho para um quarto, deitando-os na cama e tapando-lhes as cabeças e amarrando-lhes os pés e os braços.

Cerca de quatro horas depois, abandonaram a residência ao volante do Mercedes do casal, no valor de cerca de 52 mil euros, levando consigo mais de 50 mil euros em objectos e .400 euros em dinheiro. O automóvel acabaria por ser encontrado na manhã do dia seguinte na serra do Anjo-da-Guarda, em Ansião, totalmente carbonizado.

Os arguidos viriam a ser detidos oito dias depois, no âmbito de uma operação levada a efeito pela Polícia Judiciária, em simultâneo nas respectivas residências dos arguidos em Ansião, Fundão e Vialonga, onde foram encontrados diversos objectos furtados, armas, estupefacientes e outro material relacionado com a prática dos crimes.

O Ministério Público imputa aos arguidos Isabel, Célia, Sérgio, Fernando, Carlos e Jorge, em co-autoria material na forma consumada e em concurso efectivo, um crime de associação criminosa, quatro crimes de roubo agravado, dois crimes de incêndio, e três crimes de ofensa à integridade física qualificada.

O arguido Fernando é acusado ainda de um crime de tráfico de estupefacientes e um crime de detenção de arma proibida, assim como o Carlos, em co-autoria com o seu companheiro de habitação, Jorge, apanhado nas buscas.

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