Pombal aguarda por quadro comunitário para eliminar barreiras de acessibilidade

seminario acessibilidades PombalO Município de Pombal deverá recorrer ao próximo quadro comunitário de apoio para obter financiamento para eliminar as barreiras de mobilidade e acessibilidade no concelho. Ontem, o tema esteve em debate naquela cidade durante um seminário internacional que abordou aquelas temáticas como factores de desenvolvimento.

Diogo Mateus, presidente da autarquia, espera que dentro de um mês, aproximadamente, esteja concluído o trabalho de diagnóstico “do que não está bem” no concelho em termos de acessibilidade e mobilidade. Só depois será possível à autarquia planear e avançar para um “território acessível e inclusivo”.

Sem querer avançar com uma previsão do montante necessário para as diversas intervenções, o autarca social-democrata não escondeu a sua satisfação quando ouviu o presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação a dizer que os municípios que têm o trabalho planeado terão condições para executar obra, no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio.

Diogo Mateus enaltece a importância da acessibilidade e da mobilidade “enquanto componentes fundamentais de uma sociedade democrática” até porque “assumem particular relevância na garantia do bem-estar, qualidade de vida e na construção de igualdade entre os cidadãos”.

Daí que o autarca sublinhe o “papel determinante” que o município tem vindo a assumir no “desenho de um território mais inclusivo” e na “eliminação das barreiras impeditivas do exercício pleno dos direitos de cidadania”.

Até porque “as cidades e os meios rurais são vividos por pessoas mais velhas, com menos mobilidade e com mais longevidade e onde nem sempre se elegeu o primado do indivíduo sobre o veículo”, acrescenta.

Também a coordenadora geral dos planos de promoção da acessibilidade, Paula Teles, destaca a importância da temática, ao defender que “o direito à mobilidade, no quadro da livre circulação e utilização dos espaços, é um direito fundamental dos residentes, visitantes ou trabalhadores das cidades”. “As barreiras urbanísticas, as rupturas das continuidades dos percursos, a insensibilidade na colocação de mobiliário urbano, os estacionamentos abusivos são, entre outros, sinais de cultura menor e anacrónica”, afirma.

O evento serviu, também, para que o Município formalizasse a sua adesão à Rede de Cidades e Vilas de Excelência, para além de lançar o Manual de Orientações Técnicas “Acessibilidades e Mobilidade”.

Um documento que sintetiza um “registo de boas práticas, exemplos e opiniões que nos indicam como construir e desenvolver um território mais inclusivo, mais livre e mais democrático”, refere Diogo Mateus.

 

Anúncios

Sobre factualidades
Noticias sobre temas e factos da actualidade

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: