JSD quer incentivo fiscal a eleitores votantes para combater a abstenção

voto2A criação de um incentivo fiscal como “benefício simbólico” a todos os cidadãos que exerçam o seu direito de voto, é uma das propostas da JSD Regional de Leiria para combater a abstenção e “reaproximar os cidadãos da política”. A ideia consta de uma moção que será submetida à aprovação do próximo Conselho Nacional da JSD.

“À semelhança do que acontece já com benefício da dedução de parte do IVA das facturas solicitadas em determinados sectores de actividades, defendemos a criação de um incentivo fiscal que se concretize numa dedução à colecta em sede de IRS para os cidadãos eleitores que exerçam o seu direito de voto”, refere a proposta dos jovens social-democratas.

Segundo se pode ler no documento, o custo associado e o impacto da medida na receita arrecadada pelo Estado em sede de IRS “seria residual” mas os efeitos numa maior participação das pessoas em actos eleitorais “seria uma lufada de ar fresco e um incremento da credibilidade da democracia portuguesa”.

Os jovens social-democratas propõem, também, uma “simbólica bonificação nas transferências das verbas” aos municípios com “menores taxas de abstenção” nas eleições autárquicas.

Outra das medidas propostas consiste na implementação do voto electrónico, para evitar o deslocamento dos cidadãos aos locais de recenseamento para exercerem o seu direito de voto.

A JSD defende, ainda, uma maior “auscultação da opinião popular sobre o governo das suas comunidades” através do recurso a orçamentos participativos e à transmissão de assembleias municipais e reuniões de câmara pela internet, a nível municipal, e o incentivo à realização de referendos populares, a nível nacional.

“Facultar nas escolas uma formação regular com uma clara vertente política”, a “criação de círculos uninominais” são outras das ideias apontadas pelos jovens social-democratas, que defendem a realização de “eleições primárias” no PSD para escolha dos seus candidatos.

A intenção “é contribuir com propostas que possam ser implementadas e que consigam, não só levar os cidadãos a participar mais na nossa vida democrática, como também fazê-lo de forma mais esclarecida”. “Pretendemos, portante combater o tema tabu e mal visto em que se tornou a política”, afirma a JSD Regional de Leiria presidida por Margarida Balseiro Lopes.

 

 

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3 Responses to JSD quer incentivo fiscal a eleitores votantes para combater a abstenção

  1. João Forte says:

    Esta demagogia das jotas é impressionante. Então de que forma é que este incentivo fiscal se afigura como uma “lufada de ar fresco e um incremento da credibilidade da democracia portuguesa”? A falta de credibilidade da democracia portuguesa é devida apenas e só aos partidos políticos, ou melhor, à sua incapacidade de funcionarem realmente como partidos políticos. O descrédito dos votantes que deixam de votar é apenas uma consequências da falta de credibilidade da política portuguesa, não uma causa!
    Sejam credíveis e depois, naturalmente, os votantes regressarão às urnas, até lá…

  2. Renato Guardado says:

    Caro João, discordo do seu ponto de vista! dizer que “os votantes que deixam de votar é APENAS uma consequências da falta de credibilidade da política portuguesa” é absolutamente redutor!!
    Então e as pessoas que estão deslocadas?
    E não haverá quem não vote por falta de hábito de o fazer?
    Será que todos os que não votam, o fazem num consciente protesto? Claro que não! O que diz aqui é uma análise puramente leviana!

    O que é realmente impressionante é a forma enraivecida como olha para “os partidos políticos” e nem repara que consegue dizer mal de uma coisa e do seu contrário em simultâneo!!

    Ora critica os partidos pk não funcionam bem…. Ora critica a proposta da JSD de envolver mais pessoas na causa pública nomeadamente através de referendos ou orçamentos participativos!! Porquê? Porque é da JSD!
    Enfim…

    • João Forte says:

      Caro Renato, está no seu direito de discordar, no entanto por favor leia bem o que escrevi, pois além de não ter lido bem, pega em palavras minhas de forma a tentar dar-lhes um outro sentido. É um facto de que os portugueses andam afastados das urnas pela falta de credibilidade da política. Essa é a causa nº 1, havendo naturalmente outras. Sobre o que fala, das pessoas deslocadas, isso representa uma percentagem mínima, sendo portanto menosprezável. Votar não é um hábito, é sim um exercício de cidadania, dizer que votar é um hábito é absolutamente redutor… No texto fala-se apenas em direito de voto, no entanto este não é apenas um direito, é sim também um dever, daí o incentivo fiscal não fazer sentido algum.
      A sua análise não é uma análise, é sim uma mera opinião alicerçada no que pensa e não nos factos.
      É realmente curioso como faz um juízo de valor sobre a minha pessoa, o qual é realmente leviano. Eu não olho de forma enraivecida para os partidos políticos meu caro, eu olho sim de forma muito crítica para aqueles parasitas que se servem da política e que a tornam inócua e ou corrupta. Se estivesse minimamente informado sobre a minha pessoa, saberia o quanto importante eu considero a política, não aquela espécie de política que alguns promovem, mas sim a política séria, honesta e construtiva, que, diga-se, é rara. Nas últimas 2 eleições autárquicas (2009 e 2013), eu fui candidato, por dois partidos políticos (e tinha mais um convite de um outro partido), numas enquanto candidato a presidente, noutras enquanto candidado a vice presidente, portanto, como vê, eu não falo por falar e sei do que falo. Apesar de ser apartidário não recebo lições de política de si, lamento informá-lo.
      A minha crítica poderia ser para a JSD como para a JS, JP, JC ou outras mais, o que eu critico é a demagogia, venha ela de onde vier. No comentário inicial, eu disse “demagogia das jotas”, não disse apenas demagogia da JSD”, qual é a parte que não compreendeu?! Não estou preso a dogmas, o que já não me parece que seja o seu caso…
      Quando eu quero falar apenas da JSD, não tenho quaisquer problemas com isso:
      http://www.azinheiragate.blogspot.pt/2014/03/os-gralhos-sobre-o-plagio.html
      Quando eu quiser falar apenas de outras jotas, falarei sem problema algum.
      Os meus cumprimentos

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