Pequenos agricultores protestam contra as imposições do governo

protesto agricultores PombalA União de Agricultores do Distrito de Leiria pediu ontem ao presidente da Câmara de Pombal para que interceda junto do governo a favor das médias e pequenas explorações agrícolas do concelho que “estão a passar por grandes dificuldades”. Antes, nas imediações do mercado municipal distribuíram fruta, batatas e vinho como forma de protesto.

Não foram precisos muitos. Bastou António Ferraria, dirigente daquela União e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), de megafone em punho, para realizar aquela acção de protesto sob a vigilância de agentes da Polícia de Segurança Pública.

“Os nossos agricultores regionais vivem cada vez com maiores dificuldades para escoar a sua produção e a que vendem é a preços que não dão para pagar os custos”, disse o dirigente, afirmando que os “factores de produção” estão a “preços exorbitantes”. “Cada vez há mais terras abandonadas e vacarias a fechar”, alertou.

Ao eco de revolta de Ferraria foram-se juntando outras vozes, ao mesmo tempo que o protesto quase passou despercebido aos clientes do mercado em dia de feira. O grito de alerta recaiu, sobretudo, nas novas imposições fiscais sobre os pequenos agricultores, designadamente à exigência de declararem a sua actividade às Finanças.

“Muitos já não estão a fazer as candidaturas às pequenas ajudas porque têm de se colectar e passar facturas até de meia dúzia de ovos que vendem”, refere António Ferraria, criticando o “domínio da grande distribuição que abastece as grandes superfícies com produtos quase todos importados”.

O dirigente não tem dúvidas que aquela medida “vai levar à desertificação do mundo rural”. “Os agricultores querem produzir mas precisam ter condições”, disse, adiantando que “se houver condições os bons produtos agrícolas vão aparecer”.

Apesar dos poucos apoios da população, António Ferraria lá foi ouvindo algumas vozes de indignação colocando de imediato o microfone à frente para se ouvir no megafone que ostentava.

Uma mulher de 70 anos de idade, com uma vida inteira a vender no mercado de Pombal, não escondeu a sua revolta. “Este governo tira tudo aos que já estão desgraçados”, afirmou, adiantando que “só dão aos que não precisam”.

Após pouco mais de uma hora a tentar distribuir pequenos sacos com algumas peças de fruta e batatas, António Ferraria rumou até à Câmara Municipal para entregar uma carta na qual solicita ao autarca social-democrata que transmita às ministras da Agricultura e das Finanças as “reclamações dos agricultores do concelho”.

 

 

 

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