Diogo Mateus quer outra solução arquitectónica para “quiosque” do Cardal

quiosque CardalO presidente da Câmara de Pombal pediu ao arquitecto que desenhou o “quiosque”, recentemente construído frente aos Paços do Concelho, que reformulasse o projecto tendo em conta as “questões funcionais”. “Cada dia que passa tenho mais convicção que há um generalizado desconforto” com aquele edifício inserido nas obras de regeneração urbana, disse Diogo Mateus.

O anúncio foi feito no decorrer da reunião de Câmara, realizada sexta-feira, tendo o autarca social-democrata garantido que logo que sejam apresentadas as soluções as mesmas serão discutidas entre os elementos do executivo.

O edifício começou a ser construído há cerca de um ano, na vigência do anterior executivo e nunca chegou a ser concluído. A intenção era acolher um quiosque, os tradicionais engraxadores, um espaço para venda de flores e sanitários públicos. Porém, a opção arquitectónica tem levado, desde então, a criar uma onda de contestação popular, tanto mais pela dimensão de uma pala em betão construída num dos topos do imóvel.

Diogo Mateus disse que reuniu com o “pai da criança” procurando saber “como se pensou que iriam funcionar as quatro áreas” tendo concluído que “haviam algumas debilidades”, até porque “do ponto de vista prático é inexequível”.

O autarca espera agora que o respectivo arquitecto apresente as soluções de alteração, garantindo que as mesmas serão discutidas pelo executivo, avisando que não convive “muito bem com as imposições arquitectónicas sem haver discussões”. “Não estou nada preso a uma ditadura técnica”, adianta.

A preocupação do autarca recai também em encontrar uma solução “adequada” face ao já construído, até porque lhe custa “queimar o dinheiro que já foi gasto”.

Um anúncio que agradou aos vereadores da oposição, levando o socialista Adelino Mendes a referir que “se aquele edifício é um obstáculo para o bem-estar colectivo, teremos de analisar todas as soluções mesmo a sua remoção”.

O assunto começou por ser abordado pelo vereador Aníbal Cardona, eleito pelo PS, quando defendeu a classificação da Igreja do Cardal e do Convento de Santo António [Paços do Concelho] como património de interesse nacional, questionando se é essa a estratégia do município.

Se for essa a estratégia, “acaba por ser um paradoxo”, disse, referindo que “por um lado há intenção em proteger o monumento mas por outro é a própria câmara que promove uma construção [quiosque]  que viola a usufruição do mesmo monumento”, defendendo um “pacto para retirar aquela construção dali evitando-se os impactos negativos”.

 

 

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