Pedrógão Grande exibe “Lápis Azul” para celebrar 25 de Abril

cm-pedgrandeO Município de Pedrógão Grande vai celebrar o 40º Aniversário do 25 de Abril de 1974, “um marco de importante relevância na história do povo português”, anuncia a autarquia presidida pelo social-democrata Valdemar Alves.

O início das comemorações será no feriado, dia 25 de Abril, pelas 10:oo horas, com o hastear da bandeira nacional nos Paços do Concelho, tendo continuidade pelas 15:00 horas com a abertura da exposição “O Lápis Azul: A Censura do Estado Novo”, do Museu Nacional da Imprensa, na Casa Municipal da Cultura daquela vila do Norte do distrito de Leiria.

Segundo a autarquia, o “Lápis Azul” foi o “símbolo da censura e da época de ditadura do século XX” uma vez que “os censores do Estado Novo usavam um lápis de cor azul nos cortes de qualquer texto, imagem ou desenho a publicar na imprensa, justificando como meio de impedir e limitar as tentativas de subversão e difamação”.

Ainda na Casa Municipal da Cultura, pelas 16:00 horas, irá decorrer a sessão solene das comemorações do 40º aniversário da efeméride, com a participação de alguns dos intervenientes na Revolução dos Cravos, tais como um militar percursor do Movimento de Abril, uma jornalista e escritura opositora ao regime, um deputado à Assembleia Constituinte de 1975, entre outros.

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2 Responses to Pedrógão Grande exibe “Lápis Azul” para celebrar 25 de Abril

  1. Uma iniciativa louvável. Pena foi que um dos mais ilustres cidadãos nascidos em Pedrógão Grande, Roberto Pedroso das Neves, jornalista refugiado no Brasil após 1942, vítima da censura e de um regime de opressão, não fosse recordado na sua própria terra. Fundador e proprietário da Editora Germinal, maçon, anarquista e esperantista, foi o grande divulgador e alento das gentes da diáspora portuguesa desgostosas com a Ditadura e a repressão em Portugal. Apoiante dos portugueses mais conscientes e aguerridos, através da Editora Germinal divulgou, entre outras, a obra de Tomás da Fonseca, Barata Dias, Oliveira Pio, Henrique Galvão e, mesmo, de Álvaro Cunhal. O livro em verso “Assim Cantava Um Cidadão do Mundo”, da sua autoria, é porventura a mais expressiva demonstração do seu amor à Liberdade e aos irmãos por que sempre se bateu. A sua importância cultural e cívica – de âmbito nacional – bem justifiquem que também seja lembrado na sua terra natal!…

  2. Poderão sempre reparar a injustiça para com Roberto das Neves, reeditando a sua obra em verso “Assim Cantava um Cidadão do Mundo”, em que logo no 1º verso recorda as suas origens pedroguenses… Se precisarem de uma nota introdutória e biográfica, poderei sempre facultar uma da minha autoria, sem esquecer a pessoa de seu pai o honrado comerciante Manuel Vicente Pedroso das Neves que, em vida, tal como o filho, sempre dedicou ao próximo o melhor dos seus valores…

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